Caso Lorivan: filho relata que pai foi morto por pessoas de sua confiança em razão de uma dívida
Acontece nesta terça-feira (11) o julgamento dos réus acusados de assassinar o ex-policial militar, Lorivan Antônio de Mattos. O Júri iniciou por volta das 08h30 e deve seguir até a noite. Jonathan Itamar Hannecker Diniz, Rodrigo Flávio Domingues e Weliton Gabriel Domingues são acusados de matar, esquartejar e ocultar o corpo de Lorivan. O crime ocorreu em 23 de fevereiro de 2022.
Na época do fato, a Rádio Uirapuru noticiou o desaparecimento do construtor de imóveis, Rodrigo Flávio Domingues, de 45 anos, e do policial militar aposentado, Lorivan Antônio de Mattos, de 55 anos. A ocorrência teve um trágico desenrolar dos fatos, com a confissão da morte de Lorivan, pelo próprio construtor de imóveis. A nossa reportagem policial, através do João Victor Lopes, esteve junto a família, nas buscas pelo corpo de Lorivan, durante dias.
O corpo do policial aposentado foi encontrado em uma localidade no interior do município de Pontão, após a confissão do assassinato. A principal motivação do crime teria sido um desentendimento comercial em relação ao imóvel rural que estaria em negociação e que os dois teriam ido visitar antes do desaparecimento, em Ibirapuitã.
De acordo com o filho de Lorivan, Taylan de Mattos, em entrevista na Uirapuru, seu pai foi morto por pessoas de sua confiança. Ele relata que Rodrigo e Weliton eram próximos de seu pai, frequentavam a casa e tinham negócios em comum. Conforme Taylan, Weliton havia anunciado uma chácara nas redes sociais e Lorivan entrou em contato para negociar. Lorivan fez o pagamento adiantado para a construção de um imóvel no local, porém a construção não saiu. Mais adiante, outro negócio aconteceu e, novamente Lorivan entregou dinheiro para Rodrigo e Weliton. Taylan afirma que o pai foi morto, pois os dois não queriam devolver os valores e nem construir o imóvel.
O Júri
O julgamento está acontecendo no Fórum de Passo Fundo. Na acusação está o promotor de Justiça, Antonio Metzger Képes. Na assistência da acusação atuam os advogados Dr. Jabs Paim Bandeira e Dra. Bebiana Deon. Na defesa de Weliton e Rodrigo está o advogado Dr. Manoel Castanheira e na defesa de Jonathan atua a defensoria pública. O Júri é presidido pela Juíza Rosali Libardi.