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Geral

Comitê formado por entidades da sociedade civil tem como objetivo defender o direito à água potável

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Composto por lideranças comunitárias que têm militado contra a constante falta de água em Passo Fundo, o coletivo comemora que a justiça tenha enquadrado AEGEA (Antiga Corsan), obrigando a empresa a revisar todas as contas de janeiro que apresentarem aumento acima de 40%, suspendendo parcelamentos e isentando as famílias inscritas no CAD ÚNICO da taxa de tratamento de esgoto que é de 70% do valor da fatura em Passo Fundo. Na ação civil pública, movida pelo Ministério Público do RS, a partir da repercussão da denúncia das vereadoras Eva Valéria Lorenzato (PT), Marina Bernardes (PT) e Regina Costa dos Santos (PDT), as reclamações apontam para o aumento de contas de água, em alguns casos, de mais de 500%.

O comitê comemora a conquista da revisão das contas de janeiro, mas pretende seguir no debate sobre outros temas como o das constantes faltas de água na cidade, o que tem causado muitos transtornos aos passo-fundenses. Há registros de bairros que tiveram interrupção do fornecimento de água por até 5 dias. O comitê contesta, ainda, os dados oficiais da AEGEA, que afirmam que 20% das economias foram afetadas com a falta de água, questionando que mais de 50% da cidade foi prejudicada. Para Wagner Pacheco, membro do Comitê Popular de Luta Pela Água, “A AEGEA e a prefeitura de Passo Fundo devem muitas explicações aos cidadãos. Diante do caos instaurado na cidade pela falta de água, vivemos dias de incerteza quanto ao fornecimento durante a maior onda de calor já vista na cidade em função do aquecimento global. Queremos ter a dignidade de poder tomar um banho após o dia de trabalho, preparar o almoço e a merenda dos nossos filhos na escola.” Mesmo após a audiência de conciliação, realizada na sexta-feira, todos os dias seguintes registraram a interrupção do fornecimento de água em diversos bairros de Passo Fundo. “Não há um cronograma de corte nem aviso prévio para que as famílias possam se preparar, simplesmente falta água e os serviços de atendimento ao consumidor da empresa não funcionam. A prefeitura precisa ser mais contundente neste processo”, finaliza Pacheco.

O Comitê Popular de Luta Pela Água é composto por representantes da União das Associações de Moradores de Passo Fundo (UAMPAF), Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), Instituto Democracia e Cidadania (IDC), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Sindicato dos Comerciários, gabinete da vereadora Eva Valéria Lorenzato, Diretório Central dos Estudantes da UPF (DCE UPF), Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF), Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (SINPRO-RS), Associação de Moradores dos bairros Lucas Araújo e Bom Jesus, além de moradores da São Luiz Gonzaga e Ocupação IV do Zachia.
Nesta quinta-feira (6/3) o comitê se reunirá para a criação de uma agenda de lutas que defende, ainda, a suspensão da privatização da Corsan.