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Geral

Dia Internacional da Epilepsia: condição neurológica comum que afeta uma a cada 100 pessoas, diz especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
3D render of a medical figure with brain highlighted

Nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, é celebrado o Dia Internacional da Epilepsia, um evento global comemorado na segunda segunda-feira de fevereiro, com o objetivo de promover a conscientização sobre a doença em todo o mundo. A iniciativa é de uma associação mundial de epilepsia, com representação em mais de 140 países.

De acordo com os organizadores, a data é uma oportunidade importante para destacar os desafios enfrentados por pessoas com epilepsia, suas famílias e cuidadores em todas as regiões. O objetivo é proporcionar maior visibilidade à doença e encorajar discussões a seu respeito.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, a médica neurologista do Hospital de Clínicas, Dra. Bruna Rech, destacou pontos essenciais sobre a conscientização e os cuidados necessários para pessoas com epilepsia em seu dia a dia. Segundo a especialista, a doença é altamente prevalente na população e, mesmo sendo uma condição neurológica crônica, é tratável. Quando não tratada adequadamente, a epilepsia pode aumentar o risco de morte súbita e o desenvolvimento de comorbidades físicas, psíquicas e sociais.

A médica explica que a epilepsia é caracterizada por uma alteração temporária e reversível no funcionamento do cérebro, resultando em perturbações na atividade das células nervosas, o que causa convulsões. A condição pode ocorrer devido a fatores genéticos ou como consequência de uma lesão cerebral adquirida, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC).

Durante uma convulsão, a pessoa pode apresentar comportamentos, sintomas e sensações anormais, incluindo, em alguns casos, perda de consciência. As causas da epilepsia são variadas e dependem da idade do paciente e do tipo específico da doença.

Sobre o tratamento, a Dra. Bruna ressalta que ele é realizado com medicamentos específicos, denominados fármacos antiepilépticos. Atualmente, existem mais de 20 tipos desses medicamentos, e, com o tratamento clínico adequado, cerca de dois terços dos pacientes conseguem manter as crises sob controle.