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Geral

Aumento no número de acidentes aéreos levanta preocupações no setor

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Nos últimos meses, houve um crescimento no número de acidentes aéreos. Desde dezembro, foram registrados diferentes casos no Brasil e no exterior. Em Gramado (RS), um acidente aéreo resultou em 10 vítimas. No final de janeiro, nos Estados Unidos, um helicóptero do Exército colidiu com um avião comercial em Washington, causando a morte de 67 pessoas, sendo 64 a bordo do jato da American Airlines e três na aeronave militar.

Na manhã des sexta-feira (7), um avião de pequeno porte caiu na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. O modelo King Air F90 atingiu um ônibus da Viação Santa Brígida, que já estava em chamas. Não houve vítimas em solo. O piloto Gustavo Medeiros e o passageiro, o advogado Márcio Carpena, faleceram no local.

O presidente do Aeroclube de Passo Fundo, Miguel Martins, afirmou que há um crescimento significativo no número de aviões privados no país, impulsionado por empresários que buscam agilidade em seus deslocamentos. Segundo ele, esse aumento da frota pode estar relacionado à maior frequência de acidentes, embora os fatores específicos só sejam determinados após investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que levam cerca de um ano para serem concluídas.

Martins destacou que os acidentes podem ocorrer por diversas razões, como falhas mecânicas, condições meteorológicas adversas e falta de experiência dos pilotos. Ele ressaltou que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) exige manutenção rigorosa das aeronaves, realizada a cada 50 ou 100 horas de voo, dependendo do modelo. As oficinas responsáveis por esses serviços são homologadas, e todas as peças substituídas são catalogadas e avaliadas pelo órgão regulador.

A experiência dos pilotos também foi apontada como um fator relevante. De acordo com Martins, cada aeronave possui características de voo distintas, exigindo um período de adaptação e treinamento. Com o aumento da frota de aviões particulares, há uma demanda maior por pilotos, o que pode resultar em casos de profissionais com menos experiência assumindo voos.

A ANAC mantém fiscalização rigorosa sobre a manutenção das aeronaves e impede a operação de aviões que não estejam com a revisão em dia. Mesmo com essas medidas, o crescimento acelerado da aviação privada levanta questionamentos sobre a qualificação dos pilotos e a capacidade do setor de acompanhar essa expansão com segurança.