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Saúde

Queda de cabelo em pacientes oncológicos: Como encarar?

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Muitos pacientes e familiares acreditam que a perda do cabelo é um dos sintomas mais difíceis de enfrentar no tratamento de um câncer. E realmente é, principalmente para as mulheres. Porém, se o momento for encarado com o apoio da família, amigos e com as informações corretas, torna-se mais fácil.

 

O oncologista do Instituto do Câncer Hospital São Vicente, Dr. Luis Alberto Schlittler esclarece que os tumores malignos são caracterizados pela replicação desordenada e rápida das células, que tem capacidade de crescimento e disseminação próprias. O tratamento com quimioterapia ataca estas células ruins que estão em crescimento, mas também atinge as células boas, como os folículos pilosos – onde se conectam os cabelos, por isso acontece a queda do cabelo. 

 

 

Conforme Schlittler, atualmente, com a evolução dos medicamentos em oncologia e hematologia, muitas drogas não provocam a queda do cabelo, mas é preciso certificar-se disso com o médico, pois cada medicamento tem percentuais diferentes de chances do cabelo ser afetado. “Nos tumores malignos de intestino e estômago a queda do cabelo acaba sendo infrequente devido as características dos medicamentos necessários nesta situação. Isso não deve levantar a impressão que a medicação é fraca ou ineficaz. Os medicamentos são adequados, potentes para aquele tumor, porém, tem como características não afetar ou atingir a raiz do folículo do cabelo”, exemplifica o médico, pontuando que caso a queda venha a acontecer, geralmente o cabelo começa a cair de duas a três semanas após o primeiro ciclo de quimioterapia. “Algumas pessoas perdem somente algumas porções de cabelo, enquanto outras podem ter uma queda bem significativa, inclusive podendo ocorrer queda das sobrancelhas e dos cílios”.

 

 

Para os pacientes que sofrem com a perda do cabelo, Schlittler ressalta que se desejarem podem cobrir a cabeça com lenços, chapéus, bonés, toucas ou perucas, sendo que cada pessoa deve decidir o que é mais confortável e como se sente melhor. “Recomendamos que antes do cabelo cair o paciente possa experimentar estas possibilidades e preparar-se para esta situação. Assim, já estará se habituando com sua aparência e poderá deixar o “kit” pronto para o momento em que o cabelo começar a cair”, orienta, enaltecendo que após o término da quimioterapia o cabelo voltará a crescer. “Dentro de dois a três meses após a quimioterapia a cabeça estará coberta novamente. O cabelo poderá voltar com textura e coloração diferentes, mas geralmente retorna ao aspecto original ao longo do tempo”, esclarece.

 

 

Algumas dicas práticas para a alopecia – perda de cabelo:

 

Não é obrigatório comprar uma peruca de cabelo natural, perucas sintéticas podem dar um aspecto tão natural quanto um cabelo original e custam menos, além de serem mais fáceis de cuidar e mais leves.

Algumas pessoas gostam de deixar o cabelo mais curto antes da queda, isso poderá ajudar a reduzir o choque emocional da queda quando isso acontecer.

Coloque uma toalha sobre seu travesseiro no período da queda de cabelo, assim facilitará a remoção dos cabelos que caem.

Algumas pessoas preferem raspar a cabeça quando o cabelo começa a cair, pois diminui o desconforto de ter os cabelos caindo pela roupa e por onde estiver.

Quando for comprar a peruca, procure ir com um familiar ou um amigo (a) para tornar o momento mais leve e descontraído.