Implementação deverá ser feita de forma gradativa, afirma deputado autor de lei que estabelece regras para uso de celulares em sala de aula
Um projeto que visa estabelecer regras para a utilização de celulares na educação básica, abrangendo a pré-escola, o ensino fundamental e o médio, foi sancionado ontem (13) pelo presidente Lula. A nova legislação busca criar um ambiente mais controlado nas escolas, com foco na melhoria do processo de ensino-aprendizagem e na redução de distrações que possam prejudicar o desempenho dos estudantes.
A medida, aprovada pelo Congresso, regulamenta o uso de celulares em sala de aula, permitindo que sejam utilizados somente em situações de emergência, por motivos de saúde ou em casos de força maior. No entanto, o texto também prevê exceções como o uso orientado por professores para fins pedagógicos, didáticos e para promover inclusão e acessibilidade de alunos com necessidades específicas.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o deputado federal gaúcho e autor do projeto de lei, Alceu Moreira (MDB-RS), destacou que após a aprovação da medida, novos desafios surgirão para a aplicação da lei. Segundo ele, esse é um processo que deverá ser adotado gradativamente, mas que dará autoridade à direção das escolas e aos professores para orientar o uso dos dispositivos. Segundo ele, a implementação será um desafio, mas é essencial para dar autonomia à direção das escolas e aos professores, que poderão regular e orientar de forma mais eficiente o uso dos dispositivos em sala de aula.
O deputado enfatizou que o celular e a internet são ferramentas poderosas, mas precisam ser utilizados com responsabilidade e foco no aprendizado. Ele também comentou que a mudança será recebida de formas diferentes pelos alunos. Enquanto alguns poderão resistir inicialmente, devido ao hábito de uso constante dos aparelhos, outros encararão a transição com mais facilidade, adotando a disciplina necessária para cumprir as novas normas.
Alceu Moreira explicou que a inspiração para o projeto surgiu de conversas com professores no Rio Grande do Sul, que relataram a dificuldade de competir com a atenção que os celulares e a internet demandam dos estudantes. A concorrência entre as redes sociais e o conteúdo pedagógico dentro de sala de aula é completamente desigual. Isso impacta diretamente a absorção do conhecimento, que é o foco principal das escolas. Agora, após a sanção do presidente, o projeto precisará passar por regulamentação oficial. Esse processo incluirá a definição de prazos para que as escolas em todo o país possam se adequar às exigências da nova legislação