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Cidade

Vereadora Marina Bernardes propõe criação de um Mapa da Hostilidade Urbana

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

Ruas, calçadas, trechos de ciclovia e praças com pouca ou nenhuma iluminação pública, banheiros públicos precários, pontos de ônibus com infraestrutura inadequada (fechado nas laterais o que impede a visibilidade, por exemplo), assim como terrenos vazios. Todos estes elementos configuram pontos hostis e perigosos na cidade e podem ser inseridos no Mapa da Hostilidade Urbana, a primeira ação de trabalho apresentada pelo mandato da vereadora Marina Bernardes (PT). A iniciativa, apresentada pela parlamentar nesta quarta-feira (08), prevê diversas etapas de trabalho, desde o diagnóstico e levantamento destes trechos até a apresentação, para o Executivo, de ações que possam reduzir e mitigar a insegurança sofrida pela população no espaço urbano.

De acordo com Marina, a primeira fase do Mapa é a de levantamento destes locais. “Nós estamos abrindo um canal de comunicação e informação para a população participar. Pelo WhatsApp do nosso Gabinete (54 – 981294600), as pessoas podem nos enviar os endereços ou a localização dos pontos que elas consideram perigosos. Essa hostilidade pode ser um trecho que ela se sente insegura em transitar, esperar o ônibus ou até de se locomover diariamente”, explica a legisladora.

Ainda segundo ela, a ideia de propor um Mapa participativo e colaborativo surgiu durante a campanha eleitoral, a partir das demandas recebidas da comunidade. “Nós entendemos que a cidade precisa garantir a segurança das pessoas para além da responsabilidade dos órgãos de segurança pública. As pessoas vinham até nós para falar sobre como se sentem inseguras transitando pelos bairros ou praças, em diferentes momentos do dia ou da noite. Isso tem relação com a falta de um planejamento urbano que considere estes elementos na sua concepção”, defende Marina.

Para a vereadora, através da interação com a sociedade civil, será possível identificar em que regiões de Passo Fundo as pessoas se sentem menos seguras e quais são as estratégias que podem ser adotadas pelo Poder Público para equacioná-las. “Sabemos que algumas questões podem ser resolvidas com ampliação da iluminação pública ou com a qualificação de um ponto de ônibus, por exemplo, mas outras exigem um trabalho técnico de planejamento da cidade. Para enfrentar o problema nós precisamos de informação”, argumenta Marina.

O período para a participação das pessoas com o envio dos dados para o Mapa se estende até o início de fevereiro. “Disponibilizamos o nosso WhatsApp, pois entendemos que é um canal fácil, prático e que faz parte do dia a dia de muitas pessoas. Por ele, esperamos receber esses pontos e, assim, produzirmos um diagnóstico social e popular que nos auxilie a apresentar, em um segundo plano, demandas efetivas para a Prefeitura”, reitera a vereadora.

Eleita em outubro de 2024 com uma Carta de Princípios estruturada em três eixos centrais de atuação, Marina irá trabalhar em seu mandato discutindo e produzindo iniciativas focadas no Direito à Cidade, Cidades Sustentáveis e Cidade das Mulheres.