Mercado de carne suína prevê crescimento de até 3% no consumo em 2024
Passado um período de resultados aquém do esperado, o mercado de carne suína voltou a crescer e com projeção de ser ainda melhor em 2025. A estimativa é da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul.
A projeção vem, segundo o presidente da Associação, Valdecir Folador, depois de um segundo semestre de recuperação do setor e um 2025 promissor. “Foi um primeiro semestre com a conta econômica sem resultado positivo para o produtor. Veio o segundo semestre, nós tivemos uma manutenção de custos de produção, subindo um pouco ao longo do segundo semestre, só que os preços dos suínos também subiram significativamente em função da forte demanda de exportação, mercado interno consumindo, fazendo com que a oferta e demanda suínos trabalhasse ajustada no ano de 2024. Então o resultado positivo veio no segundo semestre, com melhores preços, deixando uma margem importante ao produtor”, salienta.
De acordo com ele, os anos de 2022 e 2023 foram de resultados negativos. Os prejuízos atingiram todo o setor, principalmente o produtor, pelos altos custos e baixos preços. Em 2024, o primeiro semestre não teve resultado econômico positivo, mas houve uma melhora a partir do segundo semestre. A expectativa é que o ano feche com um crescimento em torno de 2,5% a 3%, considerado tímido. Para 2025, porém, a expectativa é positiva. Isso, porque o ano deve começar com o mercado estável, com oferta e demanda ajustadas e produção em crescimento.
Conforme Folador, 2025 sinaliza que o mercado externo vai continuar promissor, com grandes volumes de exportação e novos mercados se abrindo para carne suína brasileira. Além disso, o mercado interno também deve ser bastante representativo. Um dos grandes fatores competitivos da carne suína é o preço, mais acessível que a bovina. Por isso, a expectativa é que, no mercado interno, o consumo se dê em substituição de uma proteína pela outra.