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Agronegócios

Em bom momento, setor do agronegócio se reúne em Passo Fundo no Fórum Estadual

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O agronegócio brasileiro vive um dos melhores momentos, diferente de setores como a indústria e os serviços que seguem a crise econômica do país. Com uma safra recorde de grãos de 233,1 milhões de toneladas, a agropecuária foi o único segmento que cresceu no primeiro trimestre do ano, 13,4%. O avanço possibilitou a alta de 1% da economia brasileira.

 

Essas e outras potencialidades do setor, bem como os desafios e as novidades foram temas do II Fórum Estadual do Agronegócio, que aconteceu nesta sexta-feira (2), no Gran Palazzo, em Passo Fundo.

 

O evento, promovido pelo Instituto de Ciências Agronômicas, contou com a participação de aproximadamente 800 pessoas. Em entrevista à Rádio Uirapuru, o organizador do Fórum, professor Elmar Luiz Floss, destacou que o Brasil é hoje um dos grandes produtores mundiais de alimentos. E isso se deve ao crescimento extraordinário de grãos, em especial a soja, com 115 milhões de toneladas, e o milho, com mais de 100 milhões de toneladas.

 

Floss ressaltou que o país não seria líder mundial na produção de carne de frango e suína se não fosse pelo alto desempenho dessas culturas, que juntas representam 89% da produção de grãos. O professor destaca que essa é a época de planejar e ver o que ainda é possível melhorar nas próximas safras.

 

Em sua fala, o presidente de Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Sérgio Turra, destacou que a Operação Carne Fraca foi boa no aspecto de identificar e banir do conjunto aquelas empresas que descumpriam as regras, com carnes vencidas e adulteradas. Mas a generalização na divulgação das informações prejudicou as vendas. Dos 74 países que suspenderam as importações de imediato, seis permanecem com as restrições.

 

Turra acredita que em dois meses eles estarão de volta. Ressaltou que não é justo que se jogue no lixo uma história de 40 anos de vendas, que é o caso da avicultura. O presidente da ABPA frisou que o mundo precisa da proteína brasileira e o país precisa vender para gerar empregos e riquezas.