MAVRS apresenta exposição Memória do que vem, futuro do que foi
Abertura aconteceu na noite de quinta-feira e contou com a presença dos artistas e do curador da exposição
O Museu de Artes Visuais Ruth Schneider da Universidade de Passo Fundo (MAVRS/UPF) realizou, na noite de quinta-feira, 1º de junho, a abertura da exposição “Memória do que vem, futuro do que foi”. O evento contou com a presença dos artistas Letícia Lopes, Marcos Fioravante e Raquel Alberti e do curador da exposição Guilherme Dable, além de professores e acadêmicos do curso de Artes Visuais da UPF, autoridades e público em geral.
A exposição coletiva “Memória do que vem, futuro do que foi”, que veio para Passo Fundo com o apoio do Diretório Acadêmico Carlos Gomes, da Faculdade de Artes de Comunicação (FAC/UPF), apresenta os trabalhos dos artistas Alexandre Copês, Letícia Lopes, Marcos Fioravante e Raquel Alberti e é composta por diferentes poéticas. Os artistas, que residem e atuam em Porto Alegre, apresentam propostas distintas que produzem forte diálogo, seja por afinidade, seja por oposição. Relacionadas ao desenho contemporâneo, as produções trazem não apenas trabalhos concluídos, mas também obras inacabadas, rejeitadas ou abandonadas, enfatizando o processo de criação, as tentativas, o repensar, o refazer, propiciando reflexões quanto à prática artística.
De acordo com a artista e também professora do curso de Artes Visuais da UPF, Raquel Alberti, a exposição tem um fio condutor do desenho contemporâneo. A lógica da exposição, segundo ela, está relacionada ao processo de trabalho, e, por isso, o público poderá conferir desde trabalhos prontos até trabalhos pensados especificamente para o espaço do Museu e mesmo alguns inacabados. “São quatro artistas bem diferentes, mas que têm pontos de conversa, de diálogo entre o trabalho de todos. É bastante sobre geração de imagens, de onde cada um busca as coisas para criar suas imagens e de que forma faz isso como processo de trabalho”, explica a professora.
Uma das principais características da exposição está no fato de ela ter sido pensada especialmente para os alunos de Artes Visuais. “Como é uma exposição que pensa o fazer dos artistas, o desenvolvimento dos trabalhos, acho que ela fala muito para os acadêmicos sobre como se posicionar como artista dentro de uma trajetória”, comenta. Por isso, após a cerimônia de abertura, os acadêmicos aproveitaram a oportunidade para conversar com os artistas e o curador.
Na opinião da coordenadora do curso de Artes Visuais da UPF, Mariane Loch Sbeghen, a principal proposta da exposição é mostrar aos acadêmicos e a comunidade passo-fundense a questão do trabalho coletivo. “Mostrar não apenas exposições individuais, mas o quanto o coletivo pode ser forte, como ele pode agregar. Os acadêmicos têm que se fortalecer e entender que nem toda arte precisa ser individual, ela pode se agregar com outros pares”, ressaltou a professora. Para ela, levar os alunos até o Museu e promover o encontro deles com os artistas também contribui para esse fortalecimento. “Essa troca de espaço mostra que o ensino não acontece só em sala de aula, existem outros formatos e para as artes é o museu. Eles transitando por aqui, conversando com os artistas, é como se estivessem lendo um livro, fazendo pesquisa”, finalizou a professora.
Os trabalhos poderão ser visitados até o dia 30 de junho, de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 17h30min, e aos sábados e domingos, das 13h30min às 17h30min, no Museu, que fica na Avenida Brasil Oeste, 758.