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Aeroporto de Passo Fundo: Passageiros relatam série de cancelamentos de voos, e especialista explica como buscar os direitos

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Passageiros que embarcaram no Aeroporto Lauro Kortz, em Passo Fundo, nos últimos dias relataram problemas com cancelamentos de voos. Na manhã da última terça-feira (17), a aeronave que partiria às 10h15 do município em direção a Campinas teve sua viagem cancelada, gerando transtornos aos usuários.

Em nota, a companhia aérea Azul informou que, além desse voo, outros sete foram cancelados na manhã de ontem devido a “questões técnicas”, sem fornecer mais detalhes sobre o motivo. A empresa ressaltou que os cancelamentos foram realizados com antecedência e que os clientes receberam toda a assistência prevista nas resoluções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Ainda assim, algumas pessoas se sentiram prejudicadas e encaminharam mensagens à Rádio Uirapuru, destacando que os problemas não se limitaram à terça-feira, mas vêm ocorrendo frequentemente nos últimos dias e envolvendo todas as companhias aéreas. Isso tem afetado o planejamento de passageiros com reuniões e outros compromissos em seus destinos.

Nossa reportagem conversou com o professor e advogado Rogério Silva, especialista em Direito do Consumidor, que apresentou algumas orientações sobre como os passageiros podem buscar seus direitos. Segundo ele, é lamentável que esses casos estejam ocorrendo no Aeroporto de Passo Fundo. O especialista explicou que, em situações como essa, o primeiro passo é a companhia aérea remarcar o voo de maneira que atenda à necessidade do passageiro, o que, na maioria das vezes, não acontece.

Caso o voo remarcado não seja adequado, as companhias são obrigadas a devolver integralmente o valor pago pela passagem. Além disso, se o consumidor se sentir prejudicado, ele pode buscar uma reparação judicial pelos prejuízos sofridos.

O que o passageiro pode fazer?

Outro ponto destacado pelo especialista é a importância de o consumidor registrar reclamações na ANAC, órgão responsável por fiscalizar o setor. Ele reforça que, se o cancelamento ocorreu por iniciativa da companhia aérea, deve haver um motivo justificado. No entanto, muitas vezes essas mudanças não têm explicações plausíveis, tornando necessária a notificação formal às autoridades competentes.

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