Troca de insulina regular por modelo avançado pode ser alternativa na crise, mas produto é mais caro
A crise da insulina, medicamento indispensável para quem sofre com o diabetes, ameaça a qualidade de vida de milhares de pessoas e preocupa médicos também em Passo Fundo. A Uirapuru abordou a situação em sua programação ontem, onde ficou claro que o problema está na dificuldade de se obter o produto com os laboratórios que entregam a insulina no Brasil. A crise atinge o setor público e privado e coloca médicos em alerta. Sabidamente, a falta de insulina em pessoas com diabetes pode causar uma série de complicações, uma vez que a insulina é fundamental para regular os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Quando a insulina não está disponível ou não é suficiente, a glicose não entra nas células, e permanece elevada no sangue.
O médico endocrinologista Thiago Fritzen explicou ao vivo na Uirapuru que o diabetes tem dois tipos, com o segundo tendo tratamento em comprimido. No entanto, o diabetes tipo 1 usa a insulina injetável como tratamento. Estes indivíduos não podem ficar sem insulina. Não usar o produto por mais de 24hs pode levá-los até o hospital com uma urgência, alertou o médico. Explicou ainda que há insulinas mais modernas no mercado que poderiam ser usadas, no entanto custam muito mais, com preços que podem chegar a R$150 Reais por caneta. Além de, para poder substituir sua insulina comum por estas, seria necessário uma análise médica, pois as doses são diferentes.
Revelou que a indústria farmacêutica já comunicou que não há previsão de normalizar a produção da insulina regular e, em sua avaliação, os pacientes precisarão comprar esta insulina mais cara como última alternativa viável, o que vai ter impacto econômico na vida de muitas famílias. Questionado sobre o que as pessoas podem fazer se não tiverem condições de comprar estas insulinas modernas e caras, o médico explicou que não se trata de uma situação governamental, mas sim um problema de produção.
Diante disso o médico acredita que a única solução seria o governo migrar para outros tipos de insulina que não as usuais distribuídas até hoje, passando a destinar para as pessoas o modelo hoje mais caro, do setor privado, e que ainda não tem problemas de produção.