Delegada revela que mortes violentas em Passo Fundo têm como principal causa as drogas
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgaram na última segunda-feira (6) o Atlas da Violência, com dados referentes a 2015. Cinco municípios gaúchos estão entre os cem mais violentos do país com população superior a 100 mil habitantes.
Passo Fundo ocupa a 167ª posição, mas em nível estadual está em 11º lugar. Segundo o estudo, o município tem uma taxa de homicídios e de mortes violentas com causa indeterminada (MVCI) igual a 29,5.
A delegada titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Desaparecidos da Polícia Civil, Daniela de Oliveira Mineto, explicou que os dados não assustam e são normais dentro do contexto estadual e nacional, para uma cidade do porte de Passo Fundo.
Conforme ela, desde 2012 foi montada uma força tarefa dentro da Polícia Civil para trabalhar esta situação na cidade, o que vem dando resultado. Explicou que em 2015 foram 44 mortes violentas em Passo Fundo, enquanto em 2016 foram 39. A delegada falou ainda que, por trás das mortes violentas, geralmente está o vício das drogas e o roubo.
O perfil das vítimas deste tipo de violência é sempre o mesmo em Passo Fundo: homem jovem, baixa renda e passagens pela polícia por delitos envolvendo drogas, furtos e roubos.Nas mortes por acerto de contas, as drogas figuram como pano de fundo por facilitarem a ação dos executores.
Ainda conforme a delegada, a cidade não chegou ao grave problema da guerra do tráfico, onde traficantes e facções se atacam pelo domínio de locais. Hoje a delegacia trabalha para a rápida resolução dos crimes, que hoje está em 90% dos casos.
Com isso e uma equipe de 9 policiais civis, a delegada espera fechar 2017 com menos mortes violentas e crescimento na elucidação dos crimes.