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Desapegar não significa que você não deva possuir mais nada, mas sim, que nada deve possuir você

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Grande parte do sofrimento humano tem como base o apego e a necessidade de controle por coisas, pessoas, situações e ideias. Quando vivemos nessa camada de ilusão acreditamos que nós possuímos as coisas, precisamos delas para sobreviver e as identificamos como uma extensão de nós mesmos.
Essa distorção gerada por uma vida baseada no ego nos impede de viver com leveza e consciência de que tudo na nossa vida é emprestado e não realmente nosso.

“Tudo o que pode ser tirado de você, não te pertence.”

Quando uma criança chora porque perdeu um bichinho de pelúcia, é fácil acalmá-la dizendo que ela pode ter outro e quando crescer aquilo nem será tão importante assim. O desafio é ter a mesma maturidade e consciência quando perdemos um carro, um relacionamento, um emprego e etc…

Perceba que quando lidamos com os bens dos outros, não sofremos da mesma forma pois não há identificação do EU com a FORMA. Toda vez que eu rotulo algo como MEU, aquilo se torna uma extensão ilusória do meu ser, e quando chega ao fim é como se uma parte morresse junto.

Seja grato pelo o que você “perdeu”. O nosso ego está sempre insatisfeito com a experiência que teve e deseja mais e mais ao invés de reconhecer o quanto aquilo já agregou na sua vida. Ele é incapaz de perceber que um novo ciclo se inicia. O medo de soltar o velho é um reflexo da nossa escassez e do quanto não acreditamos sermos mais felizes no futuro. Ressignifique perder por recomeçar.

Por Taty Araújo

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