Explosões em Brasília: Praça dos Três Poderes é isolada após ataque e suposto autor morre
Brasília foi palco de uma série de explosões que levaram as autoridades a isolarem a Praça dos Três Poderes na noite desta quarta-feira, 13. O incidente causou alvoroço na capital, com uma intensa movimentação das forças de segurança para garantir a integridade dos edifícios e proteger civis nas proximidades.
Segundo relatos preliminares, as explosões ocorreram nas proximidades dos prédios do Congresso Nacional, e Supremo Tribunal Federal, resultando na mobilização imediata da Polícia e de equipes de emergência. O isolamento do local foi instaurado para permitir uma investigação mais aprofundada, visando esclarecer as causas e garantir a segurança da área.
Até o momento, foi confirmada a morte de uma pessoa, apontada como autor do atentado. Ele seria morador de Santa Catarina.
Policiais militares realizaram uma varredura na Praça dos Três Poderes após as explosões próximas ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). O Corpo de Bombeiros confirmou a morte de uma pessoa no local.
Equipes de perícia também foram acionadas para investigar a área. A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, esteve presente e conversou com os agentes de segurança.
Devido ao ocorrido, o acesso de pedestres e veículos à Esplanada dos Ministérios foi interditado.
Em comunicado, o STF informou que “dois fortes estrondos foram ouvidos ao final da sessão, e os ministros foram retirados do prédio com segurança”. Além dos ministros, servidores e colaboradores também foram evacuados como medida preventiva. O público que acompanhava a sessão, que discutia uma ação sobre a letalidade policial em favelas, foi retirado às pressas. As explosões ocorreram pouco após o encerramento da sessão.
No Palácio do Planalto, que fica no lado oposto ao STF, a segurança foi reforçada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia deixado o Palácio do Planalto cerca de uma hora antes das explosões, por volta das 17h30, dirigindo-se ao Palácio da Alvorada.
Atualização:
O carro que explodiu na noite desta quarta-feira (13) no estacionamento anexo à Câmara dos Deputados, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), está no nome de Francisco Wanderley Luiz, segundo o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. A Polícia Civil do DF também confirmou, por volta das 23h50, que ele era o homem que morreu nas explosões.
As explosões ocorreram em frente ao STF por volta das 19h30, em um intervalo de cerca de 20 segundos. No porta-malas do veículo, que estava no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados, foram encontrados fogos de artifício e tijolos. Francisco foi candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, em 2020, mas não se elegeu.
Resumo do caso:
Ainda não há informações sobre o que provocou as explosões.
No momento das explosões, estavam ocorrendo sessões de plenário na Câmara (suspensa após a confirmação da morte) e no Senado (mantida até as 21h, pelo menos).
A sessão do STF já tinha terminado, e os ocupantes do prédio foram retirados.
Em nota, o STF informou que, após a sessão desta quarta, “dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança”. “Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela.”
A Corte informou ainda que a segurança do STF colabora com as autoridades policiais do Distrito Federal. O secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, informou que a Esplanada dos Ministérios foi fechada.
“Nesse momento estamos tentando entender o que aconteceu e estamos enviando um efetivo muito grande do batalhão especial da PMDF para fechar parte da Esplanada”, disse Avelar.
*G1