Levamos um minuto para avaliar a vida dos outros e uma vida inteira para entender a nossa
Todo conflito começa com um julgamento inocente!
Nossas experiências pessoais e nossa memórias de dor são as nossas bases e a partir delas, construímos nossos pontos de vistas e opiniões em relação a vida, aos outros e as situações. Quanto mais alimentamos as dores e recorremos ao passado para fazer as nossas considerações em cima dos acontecimentos do presente, mais trazemos à tona, julgamentos, críticas, cobranças e exigências.
Acabamos nos viciando em fazer julgamentos de todas as espécies e nos especializamos em apontar o dedo para o que julgamos errado. Inconscientemente, assim que nos deparamos com uma situação que nos afeta emocionalmente, recorremos ao cérebro na tentativa de racionalizar e entender, porém, o cérebro tem a tendência de buscar referencias semelhantes nas suas memórias, e essas referências, nem sempre, são agradáveis.
Nesse momento, imediatamente, a mente faz um julgamento de carécter, e te traz uma certeza que, nem sempre é tão certa assim, pois, essa certeza, está recheada de julgamentos vinculados a essas memórias inconscientes que geraram em você muito sofrimento.
Feito isso, o seu cérebro vira uma máquina de julgamentos, e aqueles com quem você se relaciona, sempre serão postos sentados no banco do réu, a espera do seu veredito final.
A verdade por trás das situações pode ser totalmente outra, mas as suas memórias de dor te fazem acreditar que você já conhece essa história, que você já sabe o que vai acontecer e o que a pessoa vai fazer.
Porém, você não percebe que a sua constatação é um mero julgamento, que diz respeito apenas a quem você é, porque estão carregadas das suas experiências pessoais.
O seu julgamento diz mais sobre você e as suas experiências de dor do que sobre o outro.
Se você está vivendo em constante conflito com as pessoas que te rodeiam, experimente parar de julgar e olhar para elas com mais compaixão, esse movimento vai te trazer paz para acabar de vez com essas guerras que parecem não ter fim.
Por @rhamuche