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Estado

Comandante do BPChoque relata momentos de tensão durante ocorrência em Novo Hamburgo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Nesta quarta-feira (23) uma grave ocorrência chamou a atenção de todo o Rio Grande do Sul. O fato ocorreu na cidade de Novo Hamburgo, quando a Brigada Militar foi acionada para atender uma denúncia de maus tratos a idosos. Ao chegar no endereço, os policiais foram recebidos a tiros por um homem de 45 anos. A partir daí se iniciou um confronto entre criminoso e policiais. Quatro pessoas morreram, entre elas um policial militar, o pai e o irmão do atirador e o atirador. Além disso, pelo menos mais dez pessoas ficaram feridas.

Um dos policiais que trabalhou na operação foi tenente-coronel, Álvaro Martineli, do Batalhão de Choque da Brigada Militar. De acordo com ele, o choque foi acionado por volta das 23h20 da noite de terça-feira para prestar apoio aos policias, pois um homem estava atirando contra os policiais que foram até o local. Martineli afirma que em 30 anos de carreira, nunca atendeu uma ocorrência tão grave como esta.

Ele explica que existe um protocolo para esse tipo de violência e o objetivo é sempre preservar a vida de todos os envolvidos, sem fazer juízo de valor. O tenente-coronel conta que os policiais foram surpreendidos pelo atirador enquanto conversavam com familiares que realizaram o chamado da BM. Foi neste momento que o homem baleou o pai, a mãe, o irmão e a cunhada, além dos policiais militares que estavam atendendo a ocorrência. A partir disso, reforços foram acionados e o fato se estendeu e se agravou.

Durante toda a operação, a Brigada Militar tentou contato e diálogo com o atirador, sem sucesso, culminando com a morte do criminoso também. De acordo com Martineli, o BPChoque possui atiradores de elite, porém eles não puderam ser utilizados pela dificuldade de visualizar o criminoso no interior da residência.

Conforme o tenente-coronel, em nenhum momento os policiais conseguiram contato com o atirador. Apenas três intervenções foram realizadas na residência para socorrer as vítimas atingidas pelos disparos. Martineli destaca que esses foram momentos bem críticos durante a operação.