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Uma vez me perguntaram qual foi o meu maior ato de coragem, e eu respondi: “Pedir ajuda!” 

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Uma vez me perguntaram qual foi o meu maior ato de coragem, e eu respondi: “Pedir ajuda!”

Demorei anos para aprender que a coragem nasce da humildade. Eu achava que para ser corajoso eu precisava me impor, forçar as situações, ser agressivo e taxativo, mas infelizmente, enquanto insisti nessa certeza, eu só colhi sofrimento.

Minha vida começou a mudar para melhor, quando eu entendi como a coragem funciona, quando eu percebi que medo e coragem não são contrários, eles coexistem.

A coragem só consegue florescer quando o medo abre espaço para ela. E nós só conseguimos vencer o medo, quando nos colocamos humildes diante das situações que nos afligem.

Aprendi que a humildade é uma virtude que nasce quando a arrogância morre.

Ela surge com força e energia quando aprendemos a pedir ajuda.

Eu entendi que, “arrogância”, é aquela dificuldade que muitos tem de pedir um favor. Mas não é aquele “por favor” enfático que soa mais como um comando ou uma ordem, é aquele pedido de ajuda profundo e genuíno.

Na verdade, é aquele “por favor” que não precisa nem ser dito, a pessoa te pede só com o olhar e, você reconhece logo de cara que ela está disposta a aceitar aquilo que você tem para dar.

Esse pedir genuíno e verdadeiro é transformador. Quando alguém pede humildemente aquilo que necessita, em vez de pedir só o que quer, esse pedido é muito poderoso.

Então, em uma situação qualquer, onde você está patinando, meio perdido e sente que paralisou, é bem provável que você não esteja conseguindo pedir ajuda.

Um passo importante que você poderia dar é ir até uma pessoa sabidamente capaz e, humildemente, pedir ajuda. Porém, a arrogância faz você exigir que o outro faça exatamente o que você quer, enquanto a humildade, aceita a ajuda que a pessoa pode te dar.

Muitas vezes, aquele que pede ajuda, quer impor ao ajudante, condições, para ser ajudado, o que é obviamente um absurdo.

 

Por @rhamuche

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