Uma vez me perguntaram qual foi o meu maior ato de coragem, e eu respondi: “Pedir ajuda!”
Uma vez me perguntaram qual foi o meu maior ato de coragem, e eu respondi: “Pedir ajuda!”
Demorei anos para aprender que a coragem nasce da humildade. Eu achava que para ser corajoso eu precisava me impor, forçar as situações, ser agressivo e taxativo, mas infelizmente, enquanto insisti nessa certeza, eu só colhi sofrimento.
Minha vida começou a mudar para melhor, quando eu entendi como a coragem funciona, quando eu percebi que medo e coragem não são contrários, eles coexistem.
A coragem só consegue florescer quando o medo abre espaço para ela. E nós só conseguimos vencer o medo, quando nos colocamos humildes diante das situações que nos afligem.
Aprendi que a humildade é uma virtude que nasce quando a arrogância morre.
Ela surge com força e energia quando aprendemos a pedir ajuda.
Eu entendi que, “arrogância”, é aquela dificuldade que muitos tem de pedir um favor. Mas não é aquele “por favor” enfático que soa mais como um comando ou uma ordem, é aquele pedido de ajuda profundo e genuíno.
Na verdade, é aquele “por favor” que não precisa nem ser dito, a pessoa te pede só com o olhar e, você reconhece logo de cara que ela está disposta a aceitar aquilo que você tem para dar.
Esse pedir genuíno e verdadeiro é transformador. Quando alguém pede humildemente aquilo que necessita, em vez de pedir só o que quer, esse pedido é muito poderoso.
Então, em uma situação qualquer, onde você está patinando, meio perdido e sente que paralisou, é bem provável que você não esteja conseguindo pedir ajuda.
Um passo importante que você poderia dar é ir até uma pessoa sabidamente capaz e, humildemente, pedir ajuda. Porém, a arrogância faz você exigir que o outro faça exatamente o que você quer, enquanto a humildade, aceita a ajuda que a pessoa pode te dar.
Muitas vezes, aquele que pede ajuda, quer impor ao ajudante, condições, para ser ajudado, o que é obviamente um absurdo.
Por @rhamuche