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Clima

Novos prognósticos para o inverno 2017 descartam fenômenos extremos e volta de El Niño

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A chegada do inverno é sempre motivo de preocupação para os agricultores, que estão mais apreensivos nesse ano devido ao finalzinho do outono, que foi diferente dos demais anos, com chuvas praticamente todos os dias, desde a metade de maio até as duas primeiras semanas de junho.

 

O excesso de umidade atrapalhou a semeadura das culturas de cobertura, forrageira e canola, a baixa luminosidade prejudicou o desenvolvimento das plantas.

 

O agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, destaca que há sinais evidentes de processos erosivos em todo o Sul do Brasil. Mas ele acredita que o pior já tenha passado. Não há nenhuma ação ou fenômeno extremo atuando no Rio Grande do Sul.

 

A perspectiva para o inverno é de que as variáveis relacionados com chuva, umidade e temperatura se comportem muito próximas do padrão do clima característico da estação, que são chuvas regulares, associadas a passagens das frentes frias, que ocorrem em ciclos entre cinco a sete dias, com temperaturas negativas e formação de geadas. As temperaturas mais quentes podem chegar a 30°C.

 

No mês passado se falava na volta do fenômeno El Niño ao Estado, que em 2015 trouxe grandes problemas à safra de inverno, mas os últimos prognósticos dos principais centros de previsão de clima do mundo apontam que a chance do El Niño não se configurou. Cunha disse que o mais provável é que tenhamos uma condição de neutralidade nos próximos meses.

 

Sobre o atraso da semeadura das culturas de inverno, o agrometeorologista ressalta que, na região Norte, até o início de julho ainda é um bom período para plantar. Além disso, um plantio muito antecipado pode coincidir com geadas no final de agosto e no começo de setembro, que não estão descartadas.