A poluição representa o segundo maior fator de risco para mortes no mundo
A poluição ambiental se tornou, atualmente, um dos maiores desafios para a saúde pública. Segundo um relatório publicado por institutos de pesquisa americanos, a poluição atmosférica é o segundo maior fator de risco de morte no mundo. Além disso, aumenta em 30% o risco de desenvolvimento de pneumonia e em 28% o risco de infarto.
Nos últimos dias, a qualidade do ar e os efeitos da poluição na saúde humana tornaram-se motivo de preocupação para a população de Passo Fundo. As fumaças provenientes das queimadas que atingem as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste do Brasil foram sentidas nas últimas semanas na cidade, agravando sintomas respiratórios em diversas pessoas.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o pneumologista Vinícius Dal Maso destacou que Passo Fundo nunca havia registrado um índice de qualidade do ar tão baixo, o que anteriormente diminuía a preocupação com a poluição. Segundo ele, o índice de qualidade do ar é avaliado por diversos fatores, como a taxa de monóxido de carbono e a quantidade de partículas no ar.
Dal Maso alertou que essas partículas finas podem penetrar profundamente nos pulmões, desencadeando tanto doenças agudas quanto, a longo prazo, enfermidades mais graves, como o câncer de pulmão. O médico ressaltou que, nos últimos dias, houve um aumento significativo dessas partículas finas causadas pela combustão, chegando a ser de 10 a 20 vezes superior ao limite permitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com ele, nos dias de poluição mais intensa, grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios, ficam ainda mais vulneráveis e sentem com maior intensidade os efeitos da poluição.