Com inflação mais baixa e juros menores, economia brasileira começa a se reorganizar, destaca especialista
Pela quinta vez seguida o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017, que é a inflação oficial do país, voltou a ter queda, de 3,48% para 3,46%.
Segundo o professor e economista Julcemar Zilli, isso ocorreu devido as medidas adotadas até agora de redução das taxas de juros e dos ajustes fiscais no orçamento público. Agora com uma meta menor para o ano, estipulada em 4,25%, a inflação mostra que a economia começa a se organizar, faltando apenas a questão política ser ajustada para ela voltar a crescer novamente.
A taxa de juros básica da economia (Selic), também teve queda significativa nos últimos meses, de cerca de 14% para 10,22% ao ano. E, a expectativa é de que os juros caiam ainda mais nas próximas reuniões do Conselho Monetário Nacional (CMN).
O economista ressalta que com menores taxas de juros, mais investimentos serão feitos, o que vai demandar mais mão de obra e reduzir a taxa de desemprego. A produção também tende aumentar e melhorar o PIB. Zilli explica que isso impulsiona a economia a sair da crise.
O professor estima que nesse ano a economia brasileira tenha um leve crescimento, entorno de 0,5% a 1%, mas em 2018 a perspectiva é de que os percentuais sejam maiores.