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Política

Quem perde com a reforma trabalhista é a OAB, declara ex-ministro do Trabalho de Sarney, Almir Pazzianotto

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O ex-ministro do Trabalho no governo José Sarney, Almir Pazzianotto comemorou a reforma trabalhista aprovada ontem (11) no Senado. Ele também é ex-deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro, partido que deu origem ao PMDB e ex-advogado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista. Mas Pazzianotto considera as alterações na lei brandas para as necessidades que o país enfrenta.

 

“Foi uma grande vitória para o governo Michel Temer. Foi uma grande vitória para os trabalhadores. É uma grande vitória para o empresariado e para a economia. Não é a reforma ideal porque a CLT acumula mais de 70 anos de existências e de erros. De sorte, para uma reforma completa precisará de muito tempo e muito apoio político. A aprovação integral do projeto sinaliza positivamente para o Brasil e para o exterior. Talvez, com isso, se readquira uma parte da confiança e ocorram investimento que venham gerar empregos”, declarou Pazzianotto.

 

Segundo o também ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho, quem mais irá perder com as alterações serão os “jovens advogados”. Para ele, a Justiça do Trabalho terá que se adaptar aos “novos tempos, aceitar a reforma e não se contrapor” as mudanças.

“Quem perde com a Reforma Trabalhista é a OAB, a Ordem dos Advogados do Brasil. Porque vamos ter uma diminuição sensível do número de reclamações trabalhistas, que hoje é o principal mercado de trabalho, sobretudo, para advogados iniciantes. As centrais sindicais não representam nada e ninguém”, destacou.

Sobre os ganhos que os trabalhadores terão com as novas leis, Pazzianotto atacou as centrais sindicais e os sindicatos, dizendo que não estariam preocupados com o crescimento da economia. Segundo ele, as organizações sociais são “agrupamentos de pelegos (sindicalistas ligados aos donos dos meios de produção) que vivem exclusivamente do imposto sindical e da baderna que provocam nas ruas”.

“Quando digo que o trabalhador ganha é porque eles não são mantidos pela legislação trabalhista, mas é pelo mercado de trabalho. Quanto mais forte a economia, quanto mais desenvolvida ela for, quanto maior a oportunidades de empregos houver melhor para os trabalhadores. Desde que haja um equilíbrio relativo entre oferta e procura, teremos até a possibilidade do aumento no salário real”, concluiu.