Com superlotação, Case de Passo Fundo é desafio e tem responsabilidade de corrigir menores infratores
Nos últimos dias a comunidade novamente recebeu a notícia de que menores estavam envolvidos em crimes na cidade, desta vez em um latrocínio. A notícia chama a atenção, pois estes menores são encaminhados para o Case, e não presídio, como a lei estabelece.
Em entrevista na Uirapuru, a diretora do Case Passo Fundo, Maria Anabel Bonfim, explicou que a unidade Passo Fundo recebe jovens infratores de 144 municípios. Com isso há superlotação. A capacidade que hoje é de 40 menores, já está com 84 adolescentes internados, mais que o dobro do limite.
A diretora destaca que isso é o primeiro desafio da equipe, que lida com famílias desestruturadas, drogas e outros fatores na vida destas pessoas e que agora precisam ser corrigidos. A equipe do Case possui médicos, psicólogos e também professores, já que os estudos não param enquanto eles estão internados. O tempo limite de permanência é de três anos.
Para a diretora, é preciso lembrar que o menor infrator deve retornar para a comunidade como uma pessoa livre, consciente e sabendo diferenciar o certo do errado. Lembrou que há casos frequentes de sucesso, onde, por exemplo, o jovem infrator sai do Case e vai para uma faculdade e mercado de trabalho.