Ponto e contraponto: População de Passo Fundo cresceu 4%
A população de Passo Fundo cresceu 4% desde o último censo, passando de 206 mil para 214,5 mil habitantes em 2024 — um aumento de 8.423 pessoas em comparação a 2022. Esse crescimento é ligeiramente inferior à média nacional de 4,67%, mas supera a média do Rio Grande do Sul, que foi de 3,18%. Segundo Jorge Bilhar, chefe da agência do IBGE de Passo Fundo, a cidade tem se destacado como um polo de atração de investimentos e, por consequência, de novos moradores. No entanto, ele ressalta que o aumento populacional representa um grande desafio para os futuros gestores, especialmente em áreas como infraestrutura logística, habitação, saúde e educação. Será preciso aumentar a oferta de serviços essenciais para atender a demanda crescente.
Atrativo
Para o economista Julcemar Zilli são vários os fatores que influenciam este crescimento. O município é pujante economicamente, mas é a oferta de serviços na saúde, educação e comércio que favorecem a escolha de quem procura uma região para se estabelecer. O olhar da migração interna é para a oportunidade de emprego e também para a formação universitária. Além disso, Passo Fundo tem uma taxa de natalidade média de 2,6 mil nascimentos por ano, importante indicador de crescimento demográfico consolidado.
Recurso na conta
Dos três candidatos à Prefeitura de Passo Fundo, dois já receberam recursos para suas campanhas. Airton Dipp (PDT) dispõe de R$ 300 mil provenientes do fundo eleitoral do partido, enquanto Pedro Almeida (PSD) recebeu uma doação de R$ 70 mil de pessoa jurídica. Já Márcio Patussi (PL) ainda não disponibiliza de valores do painel da prestação de contas. O limite de gastos para a campanha de prefeito é de R$ 652,4 mil, enquanto para vereador é de R$ 126,6 mil.
Distribuição de Recursos
Os partidos políticos começam a definir a distribuição de recursos para os candidatos a vereador, respeitando a legislação que exige a destinação de 30% dos recursos para mulheres e candidatos pretos e pardos. No PDT, por exemplo, ela seguirá uma resolução interna que considera critérios como fidelidade partidária, compromisso com a organização interna, importância estratégica e viabilidade eleitoral, de acordo com a presidente Regina dos Santos.
Igualitária
O PSB ainda aguarda a definição do valor a ser repassado pela direção estadual ao diretório municipal. Segundo o presidente Fernando Muller, qualquer recurso recebido será distribuído de forma igualitária, em conformidade com a legislação. O PSD, conforme Lenadro Bussoloto vai cumprir o que diz a legislação e os candidatos receberão contribuição do fundo.
Diferenciados
O PT já iniciou a distribuição dos recursos do fundo eleitoral, observando a cota de 30%. No entanto, conforme Áureo Mesquita, os valores distribuídos aos candidatos variam de acordo com critérios como o potencial eleitoral. Já o MDB, segundo seu presidente, Luciano Fortes, ainda não recebeu recursos e aguarda uma decisão da direção nacional. “A decisão sobre o dinheiro sai de Brasília e fica em Brasília ao mesmo tempo”, lamentou.
Prioridades
O PSDB estadual planeja repassar recursos para cumprir a cota de 30%, mas não para todos os candidatos. Segundo o presidente do diretório municipal, Rodrigo Borba, o partido vai priorizar municípios que disputam cargos majoritários e avaliar casos excepcionais com base no potencial eleitoral.
Apoio
O candidato Márcio Patussi (PL) discorda dos cálculos apresentados na edição anterior desta coluna sobre os apoios de candidatos a vereador. Segundo ele, o número correto é 76, distribuídos da seguinte forma: PL (21), Republicanos (15), Podemos (18), União Brasil (21, sendo 14 apoios), e Novo (8). Quanto ao fundo eleitoral, a divisão dos recursos será definida pelo diretório nacional, respeitando as cotas previstas.