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Cidade

Moradores aprovam criação de novo empreendimento e agradeceram cuidado especial durante implosão

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Ainda que a implosão do antigo Silo da Cesa tenha sido de forma parcial e demande novas ações, todo o cuidado foi tomado para que os moradores retirados tivessem não só segurança, mas também um local especial para aguardar com familiares. O empresário Roberto Andreetta conversou com a Uirapuru momentos antes da implosão e explicou que os restos do edifício, após a queda parcial, foram formados quase que totalmente por ferro e concreto, materiais utilizados naquela época.

Após o tombamento total nos próximos dias serão de 15 a 20 mil toneladas deste material.  Estes materiais serão processados por uma empresa especializada. O concreto será usado novamente na construção onde for necessário fazer aterros, assim como o ferro, que pode ser reaproveitado.  Andreetta agradeceu o ótimo trabalho realizado por todos os envolvidos e em especial a compreensão da população próxima.  O empresário reforçou que um grande estudo foi realizado na tentativa de preservar o edifício, mas a implosão foi para garantir a própria segurança das pessoas, dado o estado do imóvel.

Como a implosão, embora parcial, ocorreu em uma manhã de domingo e em especial no Dia dos Pais, os moradores que precisaram sair de suas casas foram recebidos em um espaço especial, montado em parceria com a Rede de Farmácias São João, na região conhecida como Sétimo Céu, acima do Silo implodido. Lá os moradores, identificados com pulseiras, tiveram um espaço de atividades, alimentação gratuita e também para os animais de estimação destas famílias.  Simone Accadrolli, uma das responsáveis pelo chamado ponto de acolhimento, explicou que todo o conforto foi pensado para quem chegou ao espaço se sentir em casa.  Os pais, pela ocasião do seu dia, ganharam um presente especial.

O empresário Pedro Brair também conversou com a Uirapuru momentos antes da implosão e reforçou a preocupação de todos e o esforço feito na tentativa de preservar o imóvel, porém, dadas as condições só restou a implosão como alternativa.  Sobre o futuro do local ele disse que será construído um grande empreendimento que levará emprego e mais desenvolvimento ao bairro Petrópolis, sendo que os moradores terão orgulho.

Os moradores aprovaram a organização e a implosão em si, conscientes de que o imóvel teve o seu tempo de glória, mas recentemente se transformou num problema, atraindo animais e sendo vandalizado.  Um morador local, Nelci Miranda, disse que mora há 18 anos na Petrópolis e afirmou que a implosão trará até mesmo uma valorização das casas, pois dará lugar a um novo empreendimento.