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Ponto e Contraponto: Nova fase do calendário eleitoral

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

O calendário eleitoral entrou em nova fase esta semana e até a próxima sexta-feira, o clima ainda será de expectativas em relação as estratégias de campanha dos três candidatos que disputarão a Prefeitura de Passo Fundo. O que se tem até agora são definições de nomes e alianças.  As agendas ainda são divididas entre visitas e apresentações das chapas com produções e gravações para a propaganda gratuita de rádio e TV. Nas redes sociais já se pode acompanhar um pouco do que teremos pela frente. Por enquanto, o foco dos candidatos a prefeito Airton Dipp (PDT), Márcio Patussi (PL) e Pedro Almeida (PSD) é da apresentação pessoal.

Expectativa

Considerando o perfil dos candidatos, é pouco provável que a campanha seja agressiva. Isso não significa que ela será morna, com as diferenças ideológicas e de projetos sendo naturalmente confrontadas. De um lado, teremos Airton Dipp (1988-2004 e 2008) mostrando o quanto foi importante industrializar Passo Fundo, nos últimos dois dos seus três mandatos; no meio, Pedro Almeida reforçando obras de infraestrutura para mobilidade, saúde e educação iniciadas ainda na gestão de Luciano Azevedo (2012-2016-2020); e, do outro lado, Márcio Patussi se apresentando como alternativa a dois candidatos que já governaram Passo Fundo por 12 anos.

Discurso

Agora, se alguém quer fazer uma análise de discurso, pode começar pelos slogans das campanhas. Eles traduzem de forma sintética qual será o tom de cada um:

– Pedro Almeida – Passo Fundo Sempre!

– Airton Dipp – Sim, Passo Fundo pode mais!

– Márcio Patussi – Passo Fundo melhor de verdade!

Nem tudo são flores!

A formação de alianças não significa que a militância partidária seguirá a mesma orientação. No caso da coligação de Pedro Almeida, ficou clara a divergência interna no MDB (mesmo minoritária) sobre a escolha do vice Volnei Ceolin. No União Brasil, isso aparece mais ampliado, pois além de discordarem completamente da intervenção feita por Patric Cavalcanti e da inclusão do partido na aliança de Patussi, os candidatos a vereador, participaram do ato político de Pedro Almeida, no sábado à tarde. O Novo, que tem chapa proporcional, decidiu aprovar apenas apoio a Patussi, sem coligação, liberando quem não concorda.

Unidade

Já era esperado que alguns partidos não teriam unidade nas coligações do campo de Centro (Pedro Almeida) e Direita (Márcio Patussi), já que disputam os mesmos apoios. O que não acontece no campo do Centro-esquerda (Airton Dipp). Com uma coligação menor, formada por PDT, Federação – PT, PCdoB e PV e Federação – PSOL e Rede, a unidade é mais evidente.

Tempo

Os 10 minutos que cabem aos candidatos da majoritária na propaganda eleitoral gratuita de Rádio e TV devem ser distribuídos da seguinte forma: 44% para Patussi, 33% para Pedro, e 23% para Dipp. O candidato do PL sai em vantagem com a adesão do União Brasil, que sozinho tem mais de 1 min.

Decisivo

O deputado federal Luciano Azevedo (PSD) foi crucial na articulação do Comung para garantir o apoio da bancada gaúcha à regulamentação da Lei Nº 12.881/2013. A lei contempla instituições comunitárias, permitindo sua participação no orçamento da União para políticas públicas estudantis e nos editais de órgãos governamentais. Por sugestão de Luciano, a reitora da UPF, Bernadete Dalmolin, vice-presidente do Comung, organizou um café da manhã com a bancada gaúcha, assegurando o compromisso dos parlamentares com a pauta.

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