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Ponto e Contraponto: Os desafios dos candidatos a vereador

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

 A eleição deste ano para o Legislativo Municipal promete ser mais disputada do que nunca, trazendo novos desafios para os candidatos. A principal mudança é a redução no número de vagas disponíveis nas chapas, o que intensifica a competição interna nos partidos e exige uma estratégia mais eficaz para atrair votos. Para o eleitoralista Bruno Weber do Amaral, com chapas menores (22 no caso de Passo Fundo), os partidos enfrentam um desafio maior na seleção de candidatos. Antes, era comum incluir nomes com pouca chance real de eleição apenas para preencher a cota partidária. Agora, será necessário escolher candidatos com maior potencial eleitoral, aumentando a competição interna e o foco na eficácia das campanhas.

Puxadores

A nova configuração também implica um aumento na necessidade de “puxadores de voto”, ou seja, candidatos que podem atrair votos suficientes para garantir o máximo de cadeiras na Câmara. Com a redução do número de candidatos, segundo Amaral, cada um precisará concentrar um número maior de votos para garantir uma cadeira. Isso significa que as campanhas terão que ser mais estratégicas e abrangentes, atingindo um público mais amplo e diversificado. Os redutos eleitores deverão ser expandidos.

Eficiência

Além disso, a obrigatoriedade de cumprir a cota de gênero exige que os partidos apresentem nominatas mais equilibradas e competitivas. A presença de candidaturas que possam ser consideradas “laranjas” pode levar à rejeição pela Justiça, forçando os partidos a investir em candidatos com reais chances de sucesso. Os recursos terão que ser direcionados de forma mais eficiente para apoiar candidatos com maior potencial, tornando ainda mais difícil para aqueles menos competitivos obter o financiamento necessário.

 

Números

As últimas convenções serão realizadas neste final de semana, confirmando a terceira chapa que vai disputar a Prefeitura: Pedro Almeida (PSD) e Volnei Ceolin (MDB). Também vai fechar o quadro de candidatos a vereador. Se os próximos cinco partidos que ainda farão convenção indicarem chapa completa, Passo Fundo terá 229 candidatos ao Legislativo. Uma redução de 31% em relação a 2020, quando 333 disputaram uma das 21 vagas da Câmara. A conferir.

Rica campanha

A campanha mais rica da região será feita em Erechim. O limite de gastos no município que tem metade da população de Passo Fundo, é de R$ 860 mil para candidaturas a prefeito. Bem acima do limite daqui que ficou em R$ 652 mil. É que a Justiça Eleitoral considera os gastos de 2016 e aplica o INPC para a correção. Naquele ano, a campanha em Erechim alcançou o teto de R$ 581 mil. Em Passo Fundo, este limite chegou a R$ 440 mil.

Rápidas

– O PL decidiu fazer uma homenagem a Gilmar Roso, que faleceu recentemente, não preenchendo a vaga de candidato a vereador, que seria dele.

– Vereadores Nharam Carvalho e Rafael Colussi serão votos vencidos na convenção do União Brasil. Preocupação é com recursos para a campanha.

– Patric Cavalcante já conversou com Luciano Azevedo, Pedro Almeida e Márcio Patussi.

– No Divulgacand já constam atas de sete partidos e duas federações. E já estão relacionadas as candidaturas do Novo e da federação Psol/Rede para vereador. Prazo para registro encerra dia 15 de agosto.

 

 

 

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