Ponto e Contraponto: Agendas e equipes
Os pré-candidatos a prefeito de Passo Fundo estão com agenda cheia. Se dividem entre gravações, redes sociais e compromissos com entidades de classe e instituições dos mais variados segmentos.
Pedro Almeida – O prefeito, que busca a reeleição, não deve se licenciar do cargo para fazer campanha. Organiza a agenda para cumprir os horários de expediente e, nos intervalos do meio-dia e metade da tarde em diante, vai se dedicar à campanha. Tem feito visitas a entidades e veículos de comunicação, acompanhado do pré-candidato a vice Volnei Ceolin. Convenções do PSD e MDB serão no dia 3 de agosto.
Airton Dipp – Mesmo com uma agenda mais flexível, Dipp divide os compromissos com o Júlio Stobbe, pré-candidato a vice-prefeito. Já esteve em instituições hospitalares, entidades empresariais e de ensino e sindicatos. Dipp é o único candidato confirmado por convenção até este momento. Também já grava para os programas e estreia nas redes sociais.
Márcio Patussi – O pré-candidato se prepara para a convenção de segunda-feira, dia 29. Nesta sexta-feira, vai participar de um almoço com o ex-presidente Bolsonaro, que está no Rio Grande do Sul desde quarta-feira. Esta semana, dedicou-se a gravações e tem feito agendas com entidades.
Pauta
Uma pauta com temas estruturantes que envolve obras e infraestrutura, desenvolvimento, segurança pública, mobilidade urbana e assistência social será entregue aos candidatos a prefeito de Passo Fundo. O primeiro a receber foi Pedro Almeida em recente visita à entidade. Na próxima semana, as agendas serão com Patussi e Dipp em datas previamente definidas.
Das equipes
A coordenação geral de campanha de Pedro Almeida será feita pelo deputado federal Luciano Azevedo. O publicitário Paulo Marins, que já coordenou o marketing na reeleição do Dipp em 2008, volta com a mesma tarefa nesta campanha. Patussi terá Zeca Honorato como marqueteiro e a assessoria de imprensa da Danyela Moraes.
Convenção transferida
A convenção do União Brasil, marcada para esta sexta-feira, foi suspensa, a partir da intervenção do diretório nacional em Passo Fundo. Os novos dirigentes, Patric Cavalcante e Gilmar Teixeira Lopes, têm nove dias para decidir o futuro do partido: ficar na chapa Pedro Almeida-Ceolin; migrar para a chapa Patussi-Dóro; ou candidatura própria. Quanto a lista de 22 pré-candidatos a vereador, Patric assegurou à colunista, que ela não será modificada.
Alternativas
Mesmo que tenha três alternativas pela frente, difícil acreditar que as respostas sobre o futuro do UB não tenham sido definidas com antecedência. O que o partido tem para negociar é 1 minuto de propaganda que faz toda a diferença numa campanha. Se antes poderia pleitear um espaço na majoritária, agora isso está completamente descartado. Nenhuma das duas chapas abrem mão de seus vices.
Só aqui
Outro detalhe é que apenas o diretório de Passo Fundo sofreu intervenção. O de Santa Maria, que fará aliança com o PT, não. O argumento de que a intervenção seria para evitar aproximação do partido com a esquerda cai completamente por terra. As reais motivações ainda não estão totalmente claras. Certamente tem relação com 2026.