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Política

Dirceu pode perder benefício de prisão domiciliar agora que foi preso por participação na Lava Jato

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Em operação que iniciou no início ontem (03), a Polícia Federal cumpriu diversos mandatos de prisão na 17ª fase da Operação Lava Jato. Foram cumpridos 40 mandados judiciais. A operação foi batizada de Pixuleco, em alusão ao termo utilizado para nominar propina recebida de contratos.  

 

Dentre os presos está o ex-ministro José Dirceu, em seu mandado o juiz Sérgio Moro, que julga ações da Lava Jato na primeira instância, diz que Dirceu “teria insistido” em receber dinheiro de propina em contratos da Petrobras mesmo após ter deixado o governo, em 2005. A Polícia Federal afirma que a empresa de Dirceu recebeu valores indevidos de forma “oficial”, por meio da JD Assessoria e Consultoria Ltda, e “extraoficial” em dinheiro em espécie.

 

Ouvintes questionaram o fato de ele estar tentando obter habeas corpus preventivo, para não ser preso e, ainda, se ele pode ser julgado por sua participação nas duas operações: Lava Jato e Mensalão. Ao que o advogado Osmar Teixeira explicou que o habeas corpus preventivo não pode impedir uma determinação judicial e sobre a sua participação, nos dois processos de investigação, revelou que Dirceu pode até mesmo perder o beneficio da prisão domiciliar, obtido no caso do Mensalão.

 

Roberto Podval, advogado que representa o ex-ministro, afirmou que primeiro vai entender as razões que levaram à prisão para depois se posicionar.