Conab prevê safra superior a 37 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul
O volume da produção brasileira de grãos deverá atingir 299,27 milhões de toneladas na safra 2023/2024. O montante representa um decréscimo de 6,4% ou 20,54 milhões de toneladas a menos em relação ao ciclo anterior, porém ainda posiciona esta safra como a segunda maior já colhida no país. Os dados constam no 10º levantamento de grãos, divulgado ontem (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a estimativa, a pesquisa de campo, realizada no final de junho, indica uma variação positiva de 0,6% ou 1,72 milhão de toneladas em relação à pesquisa do mês anterior.
O motivo foi o avanço da colheita das principais culturas, indicando recuperação na produção, sobretudo no milho segunda safra, gergelim e arroz./ Por outro lado, houve redução no milho primeira safra, feijão, trigo, algodão e soja. Terceiro estado que mais produz grãos no país, o Rio Grande do Sul deve colher 37,1 milhões de toneladas, o que corresponde a 12,4% do volume nacional. Isso significa um aumento de 34,5% em relação à safra 2022/2023, que ficou em 27,58 milhões de toneladas.
Já a área plantada no território gaúcho soma 10,4 milhões de hectares, uma elevação de 1,1%. Mesmo com as adversidades climáticas enfrentadas pelos agricultores, todas as principais culturas do estado têm estimativas de aumento de produção, quando comparadas com o ciclo anterior./Considerada uma das maiores safras de soja da história do RS, a previsão é que o estado colha 19,65 milhões de toneladas da oleaginosa, uma alta de 51%, numa área total de 6,76 milhões de hectares.
O Presidente da CONAB, Edegar Pretto, disse que estes dados positivos são importantes para toda a economia. Lembrou que o Rio Grande do Sul está se recuperando após as enchentes, ocupando o terceiro lugar no cenário agrícola nacional. Ainda sobre o estado, a CONAB estima, ainda, aumento de 30% na produção de milho, com previsão de 4,85 milhões de toneladas; de 44,5% na de trigo, com 4,19 milhões de toneladas; de 3,3% na de arroz, com 7,16 milhões de toneladas; e 1,4% na de feijão, com 71,7 mil toneladas.