Com linha férrea danificada, transporte de combustíveis até Passo Fundo segue apenas via caminhões
As enchentes que atingiram o Estado em maio causaram danos em diversos setores, mas, um dos mais impactados foi o de logística. Rodovias de grande fluxo sofreram com desmoronamentos e as estradas de ferro, importantes para o transporte de combustíveis, foram duramente castigadas. Estas estradas percorrem vales e túneis na Serra Gaúcha, onde deslizamentos cobriram completamente muitos pontos e em outros a ferrovia nem existe mais.
O impacto direto foi a suspensão do transporte ferroviário de combustíveis até Passo Fundo, desde Canoas, operado pela empresa RUMO. A Uirapuru apurou que de Passo Fundo até Casca-RS a linha tem fluxo apenas dos pequenos veículos férreos chamados “auto de linha”, utilizados principalmente na manutenção ou vistoria. Os trens de carga não circulam na região de Passo Fundo, Vacaria ou Muçum, por exemplo.
Ainda, conforme apurado pela Uirapuru, não há obras de conserto visíveis nos pontos onde os trilhos foram destruídos, sinalizando que a retomada férrea vai demorar. O reflexo da ausência dos trens é que os combustíveis chegam até o terminal de Passo Fundo por grandes carretas, denominados rodotrens.
Estes veículos trafegam nas rodovias, levando bem menos combustível que os vagões de um trem, tornando a operação mais cara e gerando um impacto no preço final dos combustíveis, uma vez que é no polo de Passo Fundo onde ocorre a distribuição para os postos.