Dia de Combate ao Colesterol: níveis elevados estão relacionados a genética e alimentação
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde, apontam que 18,4 milhões de brasileiros com mais de 18 anos apresentam colesterol alto. O Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado hoje (8), alerta para os riscos dessa doença, apontada como uma das principais causas de morte no mundo.
A nutricionista e professora do Curso de Nutrição da UPF, Jureci Machado explicou que o colesterol, dentro de índices normais, tem grande importância nas funções hormonais. Revelando que cerca de 70% do colesterol é produzido pelo organismo, os outros 30% são decorrentes da dieta alimentar.
Frituras, carnes processadas e alimentos ricos em gordura, como bacon, toucinho, carne de frango com pele, manteiga, creme de leite e nata, têm uma quantidade alta de colesterol. Em excesso no corpo, o lipídeo pode se depositar nas paredes das artérias do coração e provocar dores no peito, infarto do miocárdio ou AVC, também conhecido como derrame.
Há dois tipos de colesterol: o “bom”, HDL, e o “ruim”, o LDL, associado ao aparecimento das doenças cardíacas. Alimentos naturais como a aveia, são responsáveis pelo controle do colesterol ruim. Existe ainda a gordura trans, que são extremamente prejudicias e favorecem o colesterol ruim. A gordura trans foi banida nos Estados Unidos, mas no Brasil está presente em muitos alimentos industrializados, como pães e biscoitos.
A nutricionista frisou também, que o colesterol elevado não está, necessariamente, relacionado com o peso das pessoas, mas sim com a alimentação. Uma pessoa dentro do peso ideal pode ter níveis elevados de colesterol, enquanto que alguém com sobrepeso pode ter níveis de colesterol dentro do esperado.
Além da dieta, fatores genéticos podem contribuir para o aumento do colesterol. Exames laboratoriais e uma programação nutricional de qualidade são essenciais para tratar o colesterol alto e reverter o quadro.