Comércio se mobiliza contra aumento de impostos
Diante da crise econômica, o governo gaúcho estuda o aumento do ICMS, Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, como alternativa para superar as dificuldades financeiras do estado. A proposta do Palácio Piratini, prevê o aumento da alíquota básica do ICMS de 17% para 18%, além do aumento de 25% para 30% do imposto sobre gasolina, álcool, telecomunicações e energia elétrica.
A possibilidade de elevação dos impostos assusta os comerciantes que perdem diariamente com os impactos da alta tributação já existente. A presidente do Sincomércio, Sueli Marini, destaca que o setor está organizado e além de fazer propostas ao governo do estado indicando outras medidas que não a elevação dos impostos, busca apoio também na Assembleia Legislativa.
Começou a circular nas redes sociais, uma campanha da Fecomércio para mostrar a população o volume de imposto nos produtos consumidos diariamente. Ele mostra que a população brasileira trabalha 151 dias do ano apenas para pagar imposto, ou seja, 41,37% de todo o rendimento que os brasileiros ganham em média, tem como destino os cofres públicos. A campanha surge como um contraponto a um possível novo aumento da carga tributária pelos governos estadual e também federal como parte do pacote de ajuste fiscal para contornar a crise econômica.