Sem Segredo: novas relações conjugais são mais transparentes e contempladas pelo Direito
As relações conjugais e as famílias têm sofrido muitas alterações em seu conceito e em sua ideia ao longo dos últimos tempos. Inclusive para efeitos jurídicos. Isso é fruto de novas configurações, formações ou alteração de papéis, o que ocasionou uma releitura do Direito e da forma como as leis enxergam a família. Daí surgiram alguns instrumentos novos em namoros e matrimônios, criando um processo de contratos crescente e intensa das relações afetivas e amorosas. Um destes contratos, talvez o mais atual, é o de namoro. O Programa Sem Segredo de sábado trouxe este assunto para o debate, aproveitando que na quarta-feira foi o Dia dos Namorados.
A advogada, especialista em direito de família, Analuisa de Freitas observou que a Justiça vem acompanhando esta evolução. Para ela, as novas relações amorosas são diversas, mais transparentes e contempladas pelo Direito. Sobre o contrato de namoro, explica que ele surge no contexto em que duas pessoas não querem ter as responsabilidades de uma união estável, que é outro patamar de relacionamento. Mas querem ter segurança da experiência amorosa, sem ocasionar problemas jurídicos futuros. Segundo a advogada, este tipo de contrato ocorre mais entre pessoas adultas que têm patrimônio e já tiveram outros relacionamentos.
Para a psicóloga e professora da Atitus, Mayara Rodrigues, existem várias configurações de relacionamentos e famílias e elas coexistem entre os mais tradicionais e os mais modernos. O que é preciso, segundo ela, é o respeito ao outro. Se eu não concordo com uma forma de relação, eu não devo criticar outro que pensa diferente. Também lembrou que, quando nos aproximamos de alguém para uma relação amorosa, sempre projetamos no outro o que queremos que ele seja, mas, na verdade, não sabemos quem de fato ele será num momento de raiva e de descontrole. Os contratos, verbais ou jurídicos, são importantes, conforme a psicóloga: