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Educação

I Semana do Patrimônio reúne professores, pesquisadores e estudantes na UPF

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Os diferentes sentidos e objetivos no processo de patrimonialização dos bens em Passo Fundo nas duas últimas décadas e meia norteiam as discussões da I Semana do Patrimônio realizada na Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do curso de graduação e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH). As atividades se iniciaram na segunda-feira (17/08) e se estendem até a próxima sexta-feira (21/08). A palestra de abertura foi proferida pelo doutorando Eduardo Roberto Knack que abordou o “Patrimônio Histórico e Regimes de Historicidade”.

 

Knack é egresso do curso de graduação e do mestrado em História da UPF. A palestra dele abordou aspectos trabalhados por ele durante a dissertação de mestrado que consiste em pensar os processos de patrimonialização dos bens e o sentido histórico atribuído a esses bens patrimoniais tombados pelos agentes envolvidos nesses processos. “O que me interessa é pensar as compreensões e as concepções que os agentes envolvidos nos processos de tombamento têm sobre o passado e qual o sentido que se atribui ao patrimônio”, inicia.

 

Diferentes concepções

Knack explica que entre 1990 e 2000 e de 2000 em diante existem diferentes concepções relacionadas ao patrimônio. “De 1990 a 2000 se atribui uma espécie de valor histórico pelo passado em si, considerando, e tendo como princípio, a ideia de resgatar o passado, e até, em certa medida, construir uma história local como se ela fosse viva. É um valor histórico muito associado ao valor de memória dos indivíduos envolvidos até o momento. A partir de 2000 se tem um discurso um pouco mais técnico com agentes da própria Universidade envolvidos nos grupos de estudo sobre memória, sobre história. São percepções sobre o passado que mudam”, explica.

 

I Semana do Patrimônio

A I Semana do Patrimônio da UPF tem ainda entre seus objetivos o de elaborar uma agenda de trabalho envolvendo pesquisadores, professores, poderes públicos municipais, conselhos de cultura e demais segmentos interessados, a fim de constituir um grupo de trabalho, em caráter interinstitucional/interdisciplinar, que compartilhe a discussão e a elaboração de proposições teórico-metodológicas para a produção de conhecimento acerca do tema, voltadas à orientação do ensino, de políticas públicas, da pesquisa e de ações extensionistas.

 

De acordo com a professora idealizadora do evento, Dra. Ironita Policarpo Machado, é possível identificar alguns tipos de valorização que mobilizaram, e continuam mobilizando, as sociedades ocidentais na preservação do patrimônio, os valores de antiguidade, histórico e de memória. “Esses valores são indissociáveis de um significado histórico; demandam a compreensão do encadeamento das categorias temporais (passado, presente e futuro), que mudam de acordo com determinado contexto social, marcado por diferentes ‘regimes de historicidade’, a forma como uma sociedade percebe, compreende e se situa temporalmente na história”, explicou a professora.

 

Programação

Na terça-feira, dia 18 de agosto, haverá uma exposição sobre patrimônio, com a inauguração da mostra Rede de Memórias, uma promoção do programa Momento Patrimônio e do Núcleo de Pré-História e Arqueologia (NuPHA). Na quarta-feira, dia 19 de agosto, a temática é voltada ao patrimônio em historietas, com a entrega da premiação do II Concurso de Quadrinhos, do Arquivo Histórico Regional. A atividade ocorre no auditório do IFCH, às 19h30min.

 

No dia 20 de agosto, será realizado um encontro dos Grupos de Estudo de História da Arte e Arqueologia, às 18h, no NuPHA. Ainda, para o dia 21 de agosto, estão programadas visitas guiadas ao Laboratório de Cultura Material e Arqueologia, às 18h, também no NuPHA.