Getúlio Vargas: político controverso que até hoje atrai admiradores e críticos
Hoje é aniversario da morte (24 de agosto de 1954) de um dos mais importantes estadista brasileiros, Getúlio Dornelles Vargas. Getúlio fez parte do grupo dirigente da Republica Velha, foi Ministro da Fazenda do Governo Washington Luís, mas as circunstancias e o acaso, grandes regentes da Historia, o levaram a ser o líder da mudança de estruturas de um País agrícola em um País moderno e avançado. Gaúcho de São Borja, ele governou em dois períodos: o primeiro, de 1930 até 1945, e o segundo, de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando se suicidou no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, então capital federal.
Ele foi o presidente que governou o Brasil durante mais tempo. Entre 1937 e 1945, instalou um regime ditatorial, conhecido como Estado Novo. Seu governo foi marcado por um período de significativos investimentos e de adoção de direitos trabalhistas. Em 1951, voltou à Presidência pelo voto popular. Pressionado pelos militares contrários à sua gestão, acabou por se suicidar, deixando uma carta em que afirmava “sair da vida para entrar na história”. De acordo com o historiador Maurício Paim, apesar de todos os problemas enfrentados, Getúlio era um estadista que amava o Brasil. Mas ao final, lutando com adversários de peso como o então govenador da Guanabara, Carlos Lacerda, que sofreu um atentado que culminou no fim do governo Vargas, foi abandonado pelos apoiadores, o que acabou a levar o presidente ao suicídio.
O professor registra, ainda, curiosidades sobre o suicídio de Getúlio Vargas, informando que a famosa carta deixada pelo político gaúcho, foi ampliada por um jornalista após a morte do presidente. Além disso, conforme Paim, esta não teria sido a primeira carta de adeus escrita por ele, revelando já um desejo de tirar a própria vida.