Mesmo com alterações do clima perspectivas para o trigo são positivas
Temperaturas próximas dos 30 graus em um dos meses mais frios do ano, em pleno inverno, fizeram com que muitos casacos fossem deixados em casa. Mas o que parece agradável para alguns, pode ser sinônimo de dor de cabeça para outros. É o caso da agricultura, que sofre com o panorama de calor, quando as baixas temperaturas são fundamentais para o desenvolvimento de culturas.
De acordo com o engenheiro agrônomo Cláudio Dóro, gerente adjunto da Emater Regional de Passo Fundo e assistente técnico de vegetais na área de grãos, a atipicidade do período em relação à temperatura, à quantidade de chuva e ao excesso de luminosidade tem deixado os produtores preocupados.
Com médias pluviais abaixo dos 10% esperados para o mês e temperaturas de até 28ºC, o clima típico de primavera fez com que as culturas de sentissem as consequências na lavoura. Na região Norte do Estado que compreende 40 municípios houve uma redução de 23% no plantio. Mesmo com as alterações climáticas a interferência na produção foi pequena, como explica Claudio Doro.
O clima ideal, a partir de agora, é de temperatura baixa, tempo seco e sem geada. Por isso, Dóro reforça a necessidade de fazer o monitoramento da lavoura. Para o engenheiro, embora as condições não sejam as mais adequadas, ainda há boas perspectivas para a colheita.
Em todo o Estado, são cultivados cerca de 930 mil hectares – 25% a menos do que em 2014. A redução se deve, principalmente, à baixa produtividade do ano anterior. A Emater estima que a colheita, para este ano, chegue à marca dos 2,5 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul.