Demora para atendimentos no Hospital Municipal se deve a demanda atípica de pacientes nos últimos dias
Pacientes do Hospital Municipal Dr. César Santos tem relatado muita demora no atendimento da emergência da unidade. Um ouvinte da Uirapuru contou que chegou no hospital às 04h da manhã e só foi atendido às 10h, uma espera de seis horas.
De acordo com o diretor do Hospital Municipal, Luis Schneiders, as duas últimas semanas tem sido atípicas na unidade. A demanda por atendimentos quase dobrou e, por isso, a demora ficou maior para consultas. A média de atendimentos nesta semana é de 350 pessoas por dia no hospital municipal. Conforme o diretor, no ano passado, a média era de 188 atendimentos diários.
O diretor explica que a demanda está elevada nos demais hospitais da cidade também. A equipe do municipal mantém contato com o Hospital São Vicente de Paulo e de Clínicas e os dois estão operando com alerta vermelho nas suas emergências. Luis afirma que a situação está fora do normal em toda a rede de saúde. No locais de referência como o Ambulatório de Especialidades e o CAIS Fragomeni estão com superlotação também. O diretor relata que em algumas noites dessa semana, foram registrados mais de 70 atendimentos no CAIS Fragomeni.
Luis garante que não há falta de médicos ou de estrutura. O que está acontecendo é uma demanda muito acima da capacidade e isso faz com que os casos menos graves tenham um tempo de espera ainda maior. O diretor do Hospital Municipal aponta alguns fatores que contribuíram para essa superlotação. A época do ano, com dias mais frios, que aumentam os problemas respiratórios. Além disso, a cidade registra muitos casos de H1N1 e os casos de dengue também seguem subindo. O diretor afirma que os casos de complexidade mais grave aumentaram. Desse modo, quando um paciente chega ao local com um quadro crítico, é necessário deslocar toda a equipe para esse atendimento, deixando os demais no aguardo.
De acordo com Luis Schneiders a orientação é que a população procure as unidades básicas de saúde para casos de menor complexidade e deixem o atendimento dos hospitais para as emergências graves e pacientes mais críticos.