Histórico do paciente é essencial em diagnóstico de leptospirose
Uma das consequências das fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul durante o mês de maio, é a preocupação com doenças como a Leptospirose. Causada pela infecção da bactéria leptospira, a doença se propaga após o contato com águas contaminadas pela urina de ratos doentes. A possibilidade da contaminação pela doença preocupa as famílias atingidas pelas enchentes que tiveram contato com as águas e ambientes alagados, mas também aflige milhares de voluntários que se dirigiram para esses locais para ajudar na limpeza e reconstrução dos ambientes.
O tema foi debatido durante o quadro Saúde em Família, do programa Hora a Mais da última quarta-feira (22). Uma das dúvidas enviadas pelos ouvintes era como se proteger de uma possível contaminação por leptospirose ao ir trabalhar como voluntário nas cidades destruídas pelas chuvas.
Segundo o Doutor Alberi Grando, a contaminação pela doença acontece após o contato da pele, principalmente se tiver algum machucado, com a água contaminada pela urina de um animal doente. Ao proteger os locais do corpo com roupas adequadas de materiais como couro e borracha, essa contaminação não acontece.
Doutor Alberi ainda destacou que sintomas como febre alta, dor nas panturrilhas e na lombar, associados a um histórico de visita a áreas atingidas pelas enchentes pode representar que o paciente contraiu a doença e precisa de atendimento médico.