Skip to content

Cidade

Fala Passo Fundo: plano preventivo minimizou impactos das chuvas na cidade

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O maior desastre natural do Rio Grande do Sul impactou o estado de diferentes formas, a depender da região.  Na Serra o número de mortes surpreende e segue em crescente a medida que mais pessoas são encontradas em meio a lama e destroços. Um sistema atípico climático se formou após a chegada de uma intensa onda de calor e deixou a chuva praticamente estacionada sobre a Serra e depois, no sábado, na região norte do Estado. 

Em Passo Fundo a chuva, desde o dia 1º de maio, superou os 200 milímetros acumulados.  Diferente da grande chuva de 2023, em setembro, onde a cidade teve alagamentos em diversas áreas, desta vez os problemas foram bem inferiores.  Os eventos de 2023 geraram a criação de uma equipe especial municipal para prevenir novas situações, dentro da Defesa Civil Municipal.  Estas ações foram tema do programa Fala Passo Fundo, no último sábado. 

Participaram nos estúdios o Coordenador Municipal da Dafesa Civil, Fernando Carlos Bicca e o Secretário de Cidadania e Assistência Social, Rafael Bortoluzzi.  Bicca explicou que medidas tomadas pelo município foram cruciais para que a cidade atravessasse este momento delicado sem maiores problemas. Mesmo assim, foi necessário resgatar pessoas na comunidade do interior de Passo do Chinelo, que ficaram ilhadas numa casa utilizada aos finais de semana, em meio a dois rios.

No interior, não houve impactos significativos como pontes levadas pelas águas, sendo que muitas foram reformadas desde o ano passado.  Bicca destacou que foi feita toda a limpeza dos rios, em especial do Rio Passo Fundo, retirando lixo e entulhos, dando espaço assim para ele receber mais água e não transbordar.  No sábado, houve pontos de alagamentos em alguns bairros.

Reconheceu áreas de preocupação já conhecidas, próximas de riachos, além da Vila Luíza, em alguns pontos, locais que mesmo com obras sofrem quando chove muito. Revelou que há interdições de imóveis, destacando o Beco da Manuel Portela, que tem risco de desabamento de uma encosta. Explicou que é feito um monitoramento constante para que as pessoas não retornem, uma vez que o risco de desmoronamento é permanente e, em primeiro lugar, é preciso proteger as vidas.

O Secretário de Cidadania e Assistência Social, Rafael Bortoluzzi, explicou que as equipes atenderam 30 famílias desde o início da semana. Explicou que, para pessoas desalojadas, é oferecido abrigo, amparo e auxílio para encontrar um novo local.  No entanto, o histórico de Passo Fundo aponta que as famílias preferem ficar junto de amigos, parentes e vizinhos e não em abrigos.