Aumento no salário-mínimo mal cobre perdas do trabalhador com a inflação, avalia economista
O salário-mínimo vai subir de R$ 937 para R$ 979 a partir do ano que vem. É o que estipula o governo federal, em meio a atual e turbulenta situação financeira.
Sabemos que elevar o mínimo tradicionalmente faz subir os preços de alguns serviços e produtos. Mas um aumento de salário é chave para driblar a atual situação financeira, ou vai agravar?
A professora do curso de Economia da UPF, Cleide Moretto, explicou que de imediato esse aumento terá impacto nas contas do governo, de forma principal. Aumentando o mínimo será necessário aumentar também a aposentadoria, por exemplo.
Cleide explica que este aumento, de R$42, não supera a perda de poder de compra da inflação, sendo nada mais do que um alívio diante da alta dos custos de vida. O ideal seria um reajuste bem além desta marca, algo que o governo não está conseguindo.
Outro efeito deste aumento será o aumento nos custos de produção, já que a mão de obra ficará mais cara. Diante do aumento esses custos são repassados aos produtos e serviços, que automaticamente ficarão mais caros.