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Polêmica

Bombeiros e Ministério Público explicam motivos que causaram cancelamento de parte do Rodeio Country

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A Rádio Uirapuru conversou também com o Corpo de Bombeiros sobre a realização do Rodeio Country de Passo Fundo. Conforme o Tenente Coronel Alessandro Bauer, comandante do 7° Batalhão de Bombeiro Militar, sempre que há um evento, a organização precisa entrar em contato com os bombeiros com cinco dias úteis de antecedência e apresentar toda a documentação, explicando de que forma o evento vai acontecer. Após isso, 12 horas antes da realização, os bombeiros fazem uma vistoria no espaço, para emitir o alvará e o Plano de Prevenção Contra Incêndio.

De acordo com Bauer, na quinta-feira a organização do rodeio não havia apresentado toda a documentação. Desse modo, os bombeiros não liberaram o evento. Mesmo assim, ele aconteceu, desrespeitando a decisão da corporação. Na sexta-feira, o rodeio seguiu impedido de acontecer, pois as adequações necessárias não tinham sido atendidas. Desse modo, as equipes de segurança, com o apoio do Ministério Público, ficaram até as 23 horas no parque para garantir que a determinação não fosse descumprida novamente.

Por fim, no sábado, todas as adequações foram atendidas e o Rodeio liberado para acontecer. O comandante Bauer explica que as principais irregularidades se deram no laudo do PPCI e na estrutura como um todo.

De acordo com o promotor de justiça, Paulo Cirne, o Ministério Público foi notificado na manhã de sexta-feira sobre a falta de autorização para o Rodeio Country acontecer e que mesmo assim o evento tinha sido realizado na noite anterior. Diante disso, uma ação judicial foi interposta e uma liminar deferida pelo Poder Judiciário interditando o local, até que tudo fosse regularizado.

Conforme Cirne, apenas na tarde de sábado todas as adequações foram concluídas e, assim, o rodeio liberado. O promotor classifica o evento com total desorganização. Ele relata que muitas pessoas foram lesadas em função disso. Cirne frisa que a organização deveria ter procurado as autorizações necessárias há muito tempo e não em cima do prazo.

Muitas pessoas reclamaram que compraram ingressos e o evento não aconteceu ou não foi entregue o que estava previsto, como bebida e comida liberada, em alguns casos. Quanto a isso, o promotor Paulo Cirne afirma que existem dois caminhos para buscar o ressarcimento: o Juizado Especial Cível de Passo Fundo e o Ministério Público, através da Promotoria dos Direitos dos Consumidores.