Laudo aponta que prédio Gralha da Cohab I deve ser demolido
Após mais de um ano desde sua interdição, onde dezesseis apartamentos foram esvaziados por problemas estruturais, o prédio Gralha da Cohab I terá que ser demolido, conforme apontamento de laudo técnico.
O prédio foi construído pela antiga COHAB, ligado ao governo do Estado, ainda na década de 80, com financiamento pela Caixa Econômica Federal a alguns moradores.Em meados dos anos 2000 a unidade começou a apresentar rachaduras, até chegar a um ponto que preocupou os moradores.
Em entrevista na Uirapuru, o vereador Saul Spinelli (PSB), que está acompanhando o caso, revelou que desde 2016, quando houve a interdição, foi batalhado por um laudo que apontasse o que precisava ser feito para recuperar o prédio.
Tudo mudou quando o laudo foi entregue, nesta semana, pelo engenheiro Eduardo Brum onde através de perícia e fotos ficou atestado que foi usado material de má qualidade. As fundações foram feitas com tijolos de seis furos, o que contribuiu para um deslocamento de 7cm do prédio a uma escada, por exemplo.Internamente são diversas rachaduras em paredes que se esfarelam ao menor contato.
O engenheiro atestou que não há solução se não a demolição, o que deixa os moradores definitivamente sem casa. Saul explicou que, desde a interdição, os moradores estão alocados de favor em casas de familiares ou pagando aluguel.
Agora o setor jurídico, juntamente com o engenheiro Eduardo Brum e a advogada Katiane Gehlen, que cuida do caso, vai se reunir na próxima segunda-feira com um promotor federal para encontrar uma solução para os moradores, seja em um novo edifício ou uma casa.
Spinelli explicou que a Caixa Econômica Federal também será acionada juridicamente, além do governo do Estado, pois houve o financiamento de ao menos três unidades do prédio.O vereador quer ainda que o município auxilie as famílias que agora receberam a notícia de que o prédio deixará de existir.