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Geral

Sem Segredo: sono de má qualidade pode trazer riscos graves para a saúde

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Os distúrbios do sono atingem 72% da população brasileira e boa parte do atendimento médico especializado e de exames que podem identificar os problemas ainda não tem cobertura pelo SUS. Dormir horas insuficientes, ter insônia, apneia ou roncar à noite são alguns dos distúrbios que prejudicam a qualidade de vida. O assunto foi pauta do programa Sem Segredo de sábado.

O médico especialista em sono Tiago Simon disse que o tempo de sono tem uma variação conforme a idade, mas a média aconselhável é de 6 a 8 horas por noite e não mais do que 11 horas de sono. O sono insuficiente ou sono em demasia causam problemas à saúde. Ele explicou ainda que o sono é feito de ciclos que duram de uma hora e meia a duas horas. Se você acorda à noite para ir ao banheiro, por exemplo, mas retorna e volta a dormir, não há problema, porque você vai descansar acordar bem no outro dia. O problema é quando você acorda e não volta a dormir. Daí tem ligar o sinal de alerta, porque alguma coisa não está funcionando bem. A recomendação é procurar um especialista para fazer os exames necessários e identificar o problema. Sobre medicação, o médico adverte para a automedicação, como no caso o uso da melatonina, que é um hormônio que pode ser comprado em qualquer farmácia sem receita e o uso contínuo de faixas pretas.

A fisioterapeuta Amanda Sachetti chamou a atenção para os problemas causados pela apneia, em que a pessoa fica por segundos sem respirar. Quando isso ocorre várias vezes à noite, a indicação é procurar especialistas urgentemente. Geralmente, segundo ela, os pacientes têm a indicação de uso do CPAP, uma espécie de máscara que aumenta a pressão nas vias aéreas para manter a respiração. Esses aparelhos foram modernizados e hoje não são mais tão incômodos. Amanda também explicou que necessariamente as pessoas que roncam evoluem ou tem apneia, mas toda a pessoa que tem apneia, ronca. Para um bom sono, a especialista recomenda a higiene do sono: ter um horário fixo para dormir, reduzir a iluminação, desligar as telas e fazer refeições leves à noite.