Casos de Dengue dobram em Passo Fundo e preocupação maior é com crianças e idosos
Passo Fundo enfrenta um aumento expressivo nos casos de Dengue, mais que dobrando em apenas uma semana, conforme o último boletim epidemiológico. Com 47 casos confirmados até o momento, a situação traz à tona lembranças do início da pandemia de covid-19 na cidade.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, a Dra. Josiane Diehl Moia, responsável técnica da Emergência do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo (HSVP), destacou que, embora não queiram fazer comparações diretas com a pandemia, o hospital está atento ao aumento de casos de Dengue e vem se preparando para enfrentar a situação. Ela explica que a Dengue exige uma abordagem específica e a preparação envolve não apenas a disponibilidade de leitos, mas também a capacitação das equipes médicas.
A Dra. Josiane ressaltou a importância de os profissionais de saúde estarem capacitados para identificar os sintomas e a gravidade da Dengue, permitindo uma intervenção precoce. A médica afirma que, para casos leves ou com sintomas iniciais, como febre, diarreia, vômito e dor de cabeça, a orientação é procurar unidades de saúde e o Hospital Municipal, onde será realizada a triagem e atendimento médico. Caso seja identificada gravidade, a pessoa será encaminhada para a emergência, onde as equipes estão capacitadas, e, se necessário, há leitos de UTI.
Até o momento, o hospital tem 12 pacientes internados com suspeita de Dengue, incluindo um adulto e duas crianças na UTI, embora esses casos ainda não estejam confirmados. A Dra. Josiane expressou preocupação especial com crianças e idosos com comorbidades, alertando para complicações potencialmente mais graves nesses grupos.
Com a perspectiva de aumento nos casos nos próximos dias, ela enfatizou que as medidas de prevenção devem ser contínuas, especialmente até o mês de maio. Recomendou o uso de repelentes, particularmente para aqueles que já contraíram Dengue, evitando que o mosquito transmita o vírus para outras pessoas. Apesar da preocupação, a médica assegurou que a situação está controlada no momento, sem falta de leitos ou preocupações com respiradores. No entanto, ressaltou a importância da cautela contínua diante da imprevisibilidade da situação.