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Saúde

Dengue: vírus está espalhado na cidade e população deve facilitar acesso dos agentes

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Um dos grandes problemas envolvendo o combate do mosquito da Dengue é a necessidade de ações individuais, de cada morador local, para eliminar locais com água parada.  Não há como o poder público eliminar sozinho o problema e o a aplicação do fumacê é emergencial, não cobrindo totalmente as áreas onde há mosquitos. A chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, explicou que o perigo pode estar onde menos se imagina.  Disse que é solicitado hoje, no quadro atual, a remoção até mesmo de plantas que retenham água, como as bromélias. Outras flores ornamentais podem ser colocadas no local, desde que não retenham água.

Alertou que os agentes cansam de encontrar larvas de mosquitos nas bromélias em Passo Fundo. Ivânia, que trabalha há muito tempo em campo, indo até as residências, explicou que infelizmente a maioria dos moradores não é receptiva para com os agentes de endemias.  Entrada de imóveis são negadas em um primeiro momento, sempre com tentativas de despistar o profissional.

Explicou que se houver dez casas em uma rua, sem vistoria dos agentes, toda uma grande área poderá estar em risco caso o mosquito pique uma pessoa contaminada. Destacou que recebe até 40 denúncias por dia, sinalizando locais com água parada na cidade. Todas as denúncias serão averiguadas, mas o pedido é para que a população ajude fazendo um trabalho individual, não deixando o local com criadouros.  Hoje os casos registrados estão no Centro , Boqueirão, São Cristóvão, São Luiz Gonzaga , Santa Marta e Vera Cruz, mostrando que o vírus está espalhado em todos os cantos da cidade, o que exige cuidado de todos.