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Cidade

Passo Fundo inicia discussão para fiação subterrânea na cidade

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A cidade de Passo Fundo segue recebendo um mutirão de limpeza para retirada de fios em desuso, que podem cair e causar acidentes.  Empresas e poder público estão engajados para mudar esta realidade, uma vez que Passo Fundo teve dois óbitos no ano anterior em decorrência dos fios caídos. Diante disso alguns representantes da cidade começaram a apontar o uso da fiação subterrânea como uma solução futura.  A medida foi adotada recentemente pelo colégio IE, após sua reforma e também já foi feito o mesmo em Marau, em alguns locais. Assim a Câmara de Vereadores de Passo Fundo promoveu uma audiência pública na noite da última terça-feira, 20, sobre a viabilidade da implantação de fiação subterrânea para distribuição de energia elétrica e serviços de telecomunicações no município.

O objetivo foi reunir os órgãos e instituições envolvidos com o tema e buscar soluções para o avanço do debate na cidade. O presidente do Legislativo, Saul Spinelli (PSB), abriu o evento explicando que o propósito da audiência pública é promover a discussão com os diferentes segmentos para identificar as diretrizes gerais que poderão balizar a elaboração de um projeto de lei sobre o tema por parte do parlamento. Os custos deste sistema foram amplamente debatidos e este se mostrou o maior entrave.

Consultora de negócios da RGE na região Planalto, Eliana Bortolon explicou que os custos giram em torno de 10 vezes mais, ressaltando que 60 a 70% do valor da obra, recaem sobre a parte civil, na implantação.  A representante da distribuidora lembrou ainda que o custo de execução da obra em projeto de redes subterrâneas é do interessado, seja ele o ente público ou cliente particular, que poderá submeter projeto para aprovação da concessionária.

Representando o Ministério Público, o promotor Paulo Cirne destacou que, embora o tema ainda pareça “utopia”, é possível pensar projetos para algumas localidades da cidade. Citou como exemplos as áreas de museus e da Academia Passo-Fundense de Letras e ruas como Moron, General Netto, Independência e novos empreendimentos que podem na prática, receber fiação subterrânea.  Salientou a importância de dar o primeiro asso rumo a fiação subterrânea, mas destacou que o caminho é longo e será alcançado somente após anos de mudanças.