Dengue não tem tratamento específico e automedicação pode trazer novos problemas, como na pandemia
Passo Fundo enfrenta uma escalada preocupante nos casos de Dengue, com números divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde revelando uma realidade alarmante. Até o momento, foram confirmados 10 casos da doença, sendo 5 deles adquiridos localmente. Além disso, 97 casos estão em fase de investigação, demonstrando a gravidade da situação na região. Outras cidades próximas, como Carazinho e Marau, registraram três e um caso, respectivamente. Apesar da ausência de óbitos em Passo Fundo, o Estado já contabiliza duas mortes em decorrência da Dengue neste ano. Diante desse cenário preocupante, a Rádio Uirapuru e a Prefeitura de Passo Fundo seguem com a campanha de conscientização “Chinelada no Aedes”.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, a secretária municipal de Saúde, Dra. Cristine Pilati, enfatizou que a Dengue é uma enfermidade conhecida há anos, então o aumento recente de casos não deve motivar tratamentos ineficazes, como a automedicação com ivermectina e outros medicamentos não comprovadamente eficazes. A secretária alertou a população para a falta de tratamento específico para a Dengue, destacando a importância de evitar a automedicação e também orientando contra o uso de Ácido Acetilsalicílico (AAS). Ela apenas recomenda o uso de paracetamol e dipirona para alívio de dores de cabeça em casos de Dengue, mas sempre com acompanhamento médico especializado.
Dra. Cristine ressaltou a necessidade de cada indivíduo contribuir na prevenção, cuidando do seu domicílio e bairro. Ainda abordou os hábitos do Aedes aegypti, vetor da Dengue, destacando que sua atividade é mais intensa no final da tarde e noite, mas que é necessário manter a vigilância durante todo o dia. A secretária incentivou o uso de repelentes, ressaltando a importância da higiene domiciliar como medida preventiva. Quanto ao uso de fumacê na cidade, Pilati esclareceu que a aplicação é realizada em áreas com casos confirmados. Sobre terrenos privados, ela enfatizou a importância de denúncias à ouvidoria municipal para notificação e organização desses locais.
Dra. Cristine ressaltou que a situação demanda colaboração da população, autoridades e órgãos de saúde para conter o avanço da Dengue em Passo Fundo.