Demora no atendimento bancário gera insatisfação e abre espaço para reclamações em órgãos competentes
Nas últimas semanas, ouvintes da Rádio Uirapuru entraram em contato para compartilhar uma situação que tem gerado grande insatisfação entre pessoas que eram frequentadoras do Banco Itaú na agência do bairro Boqueirão. Ao chegarem na referida agência, foram surpreendidos pelo fechamento da mesma, sendo direcionados para a agência da Morom com a Bento.
A mudança, no entanto, trouxe um novo desafio para os clientes, conforme relataram os ouvintes. Isso porque o atendimento na agência substituta ficou sobrecarregado e demorado, chegando a fazer com que algumas pessoas aguardassem por até duas horas na fila. Essa situação vai de encontro à Lei Municipal nº 5274, de 2017, que estabelece um tempo máximo de 20 minutos para atendimento em filas nos dias úteis.
Para esclarecer a questão, a Rádio Uirapuru procurou o diretor da Escola de Ciências Jurídicas da Universidade de Passo Fundo (UPF), professor Rogério da Silva. Ele destacou que, diante da legislação vigente, os clientes podem realizar reclamações junto ao Procon, Balcão do Consumidor da UPF e até mesmo na ouvidoria do banco, apontando a demora no atendimento como motivo.
Além disso, o professor ressaltou que há uma determinação específica em Passo Fundo para que a Lei Municipal nº 5274 seja afixada em locais visíveis nas agências bancárias. Essa medida permite que os clientes comprovem e verifiquem o tempo de atendimento, entregando a senha no momento de entrada e, posteriormente, o comprovante do horário de atendimento.
Rogério alertou que o tempo excessivo de espera, como as duas horas relatadas, é inaceitável, e os consumidores prejudicados podem buscar soluções. Além disso, o diretor enfatizou que a fiscalização é responsabilidade do município, mas ressaltou a importância das denúncias aos órgãos competentes para investigar casos de não cumprimento da legislação.
Ele destacou que, em casos extremos, o consumidor pode acionar inclusive o Ministério Público e buscar reparação judicial pelos transtornos causados. Para garantir evidências, Rogério da Silva recomendou que os clientes guardem o comprovante de tempo de atendimento, possibilitando a fundamentação de ações legais ou denúncias posteriores.
O Balcão do Consumidor, que retomou suas atividades no campus 1 da UPF no início de fevereiro, está disponível tanto presencialmente quanto online, por meio das redes sociais ou site da instituição, para atender aos consumidores em busca de orientação e garantia de seus direitos.