Emoção, Afeto e Comportamento: fila de pessoas esperando um órgão é muito maior que número de doadores
O programa Emoção, Afeto e Comportamento desta semana tratou sobre doação de órgãos. Um assunto muito importante, mas tratado com um tabu ainda por muitas pessoas. Apresentado pelo médico psiquiatra, Dr. Erico Hecktheuer, o programa recebeu o médico nefrologista, Dr. Péricles Sarturi, que há 44 anos realiza transplantes no Estado. Ele relata que o número de pessoas que necessitam de transplantes é muito maior que o de doadores. Isso preocupa, pois mesmo com campanhas de doação e incentivo por parte de médicos, ainda é pequena a quantidade de doadores.
O médico destaca que a divulgação é muito importante, como por exemplo, no caso de transplante de coração do apresentador Fausto Silva. De acordo com Péricles, o fato motivou que famílias realizassem a doação e naquele mês, mais de dez transplantes de rim foram realizados no Hospital São Vicente de Paulo. No entanto, são períodos isolados. Conforme o médico, infelizmente, muitas pessoas ainda morrem na fila de transplante, devido ao baixo número de doadores e a gravidade de casos que necessitam de um órgão.
De acordo com Péricles, ainda é muito difícil para as famílias realizar a doação, pois, na maioria dos casos, são mortes repentinas, em acidentes, assassinato, entre outras. Além disso, normalmente são pessoas jovens, sendo um empecilho para ampliar a doação.
Participou também o médico urologista, Dr. Douglas Pedroso. De acordo com o especialista, é fundamental que as pessoas comuniquem a família que são doadores de órgãos. Mesmo assim, Pedroso explica que não são todos que podem doar. Existe uma série de critérios para que seja possível o transplante. O primeiro deles é que o doador tenha morte encefálica. Depois o doador e o receptor do órgão precisam ser compatíveis para que ele não seja rejeitado. Tudo isso precisa ser feito em um período muito curto para que o órgão possa ser transplantado.